A Secretaria Estadual de Sa© úde confirmou, ontem, a existência de quatro casos suspeitos de contaminação pelo hantavírus no município de General Carneiro (36 km a sudoeste de União da Vitória). Para evitar uma epidemia e qualificar os profissionais de saúde, na próxima semana estarão em Curitiba um técnico norte-americano especialista em hantavírus, vindo do Centro de Estudos de Atlanta (EUA), e técnicos do Ministério da Saúde. Para estudar o comportamento do vírus, também estão sendo coletadas 200 amostras de sangue, que serão analisadas pelo Instituto Adolfo Lutz.
Na quinta-feira, a Secretaria de Saúde divulgou a existência de três casos. Restrita anteriormente a trabalhadores nas áreas de reflorestamento existentes na região, a doença, agora, pode ter atingido também um agricultor.
Os casos suspeitos apareceram entre os dias 12 e 21 deste mês. São quatro homens, com idade entre 29 e 32 anos. Os exames para confirmar a doença foram enviados ao Instituto Adolfo Lutz em São Paulo e os resultados devem ficar prontos em duas semanas.
A diretora da 6ª Regional de Saúde de União da Vitória, Margarete Olivo, acredita que ‘‘há 95% de chances de que eles se restabeleçam sem problemas, já que a suspeita foi detectada precocemente e os sintomas são bem fracos’’. Um paciente já teria recebido alta, e outros dois foram transferidos da Santa Casa de General Carneiro para o Hospital Regional de União da Vitória, que tem melhores condições para o atendimento.
Outros quatro casos já haviam sido confirmados este ano em General Carneiro. Um deles resultou na morte do lenhador Sebastião de Jesus Batista, de 34 anos. Todos os outros aconteceram com trabalhadores das áreas de extrativismo de pínus, atingindo homens entre 20 e 40 anos.
Os casos de hantavírus estão concentrados na região de União da Vitória, onde existem inúmeros reflorestamentos. Até então não havia nenhum caso fora dessas áreas, mas já havia preocupação, segundo o secretário de Saúde de General Carneiro, Mauro Driessen da Rocha, de que atingisse também os agricultores que trabalham nos galpões com milho.
Como a doença é transmitida por ratos silvestres portadores do hantavírus, os animais procuram sempre locais onde podem encontrar comida, como é o caso dos acampamentos e silos.

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