Curitiba - Ter uma atividade sexual satisfatória é considerado fator de qualidade de vida pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Na média entre homens e mulheres, o sexo ocupa o quinto lugar no ranking de dez itens. Uma pesquisa feita pelo Instituto de Psiquiatria da USP com apoio da Pfizer - fabricante do Viagra - revelou que pouco menos da metade dos homens (42,8%) e mais de um terço das mulheres (34,3%) não continuariam a viver com um parceiro com quem não fizesse mais sexo, o que reforça a importância dada pelos brasileiros à atividade sexual.
A preocupação com o próprio desempenho sexual também ficou evidente no estudo: 60,9% dos homens e 48,3% das mulheres afirmaram sempre se preocupar. A maioria dos entrevistados concordou que, para homens, a satisfação com a vida sexual está relacionada à capacidade de não falhar. No entanto, 50,2% dos brasileiros admitiram ter algum grau de dificuldade de ereção (leve, moderada ou completa). ''Trata-se de um número elevado se levarmos em conta que, quase 70% dos homens que participaram de pesquisa têm até 40 anos, o que representa uma população jovem'', afirmou o diretor médico da Pfizer, João Fittipaldi.
Apesar do grande número de homens que apresentam algum grau de dificuldade de ereção, muitos ainda não buscam tratamento. ''O sexo é importante para qualidade de vida de homens e mulheres. Existe tratamento para todos os graus e tipos de dificuldade de ereção e o médico pode ajudar o casal a buscar uma melhora em sua vida sexual'', afirmou Fittipaldi.
Entende-se por disfunção erétil a incapacidade de obter e/ou manter ereção suficiente para um desempenho sexual satisfatório. A disfunção psicogênica é mais frequente em homens mais jovens e está, geralmente, relacionada à insegurança, ansiedade ou depressão. Com o avançar da idade, é comum o homem sentir maior dificuldade em manter o pênis ereto por razões de origem orgânica - normalmente associadas à pressão alta, colesterol elevado, diabetes ou problemas cardíacos - ou que mesclem fatores orgânicos e psicogênicos. De acordo com a pesquisa, 49,8% afirmaram sempre obter/manter a ereção; 41,4% na maioria das vezes; 7,3% às vezes e 1,4% nunca.
A coordenadora da pesquisa Mosaico Brasil, que integrou o Projeto de Sexualidade (Prosex), Carmita Abdo, vai além. Ela destacou que a disfunção erétil é um marcador de saúde. ''Antes mesmo que o coração dê sinais de algum problema, a ereção já está mostrando isso. Cuidar da saúde sexual significa cuidar da saúde geral: física e emocional'', advertiu a sexóloga.
Segundo com Carmita, as disfunções sexuais também podem ser um indicador de problemas de saúde nas mulheres como tireóide, diabetes, doenças cardíacas, deficiência de hormônios e depressão.

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