Saúde retoma inspeção de imóveis no 2ª LIRAa do ano
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 13 de maio de 2019
Isabela Fleischmann - Grupo Folha 

A Secretaria de Saúde iniciou o segundo LIRAa (Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypti) de 2019 nesta segunda-feira (13). Com 886 casos de dengue confirmados neste ano e seis óbitos, o prenúncio do segundo semestre pode ser de uma epidemia.
São mais de 800 casos, mas o número pode ser ainda maior, já que, inevitalmente, subnotificações ocorrem. De acordo com Sônia Fernandes, diretora de Vigilância em Saúde, para cada um caso conhecido há nove desconhecidos. “Estão sendo investigados os motivos dessas mortes, para além das comorbidades, o que essas pessoas tinham em comum”, afirmou. O LIRAa ajuda a pasta a identificar os locais mais problemáticos e com focos do mosquito. Aproximadamente 5% dos imóveis da cidade serão visitados por agentes, devidamente uniformizados, até o final da semana, para fiscalizar locais de acúmulo de água. Fernandes ressalta que em caso de dúvidas e receio da fiscalização, os moradores podem ligar para o 0800 400 1893.
O último LIRAa apontou quase 8% de infestação predial, ou seja, a cada 10 imóveis visitados, praticamente oito tinham focos do mosquito. A análise da inspeção só será divulgada no dia 30, porém, já se espera um indíce de infestação alto. “O ideal é que fosse baixo, próximo de 1%, mas a expectativa é que ele vai se situar entre 5 e 10%.”
Mesmo com as seis mortes pela doença, Fernandes percebeu que as ações práticas da população cotidianamente não mudaram. “Continuamos a encontrar muitos focos, há depósitos, lixo, locais onde, caso chova, viram focos do mosquito.”
Para o segundo semestre, outro agravante: a circulação de três sorotipos de dengue no município. Um, dois e quatro. O último, inusitado no município. Isso quer dizer que qualquer residente em Londrina está suscetível à doença. “No inverno, teremos um trabalho detalhado. Com esse novo sorotipo, temos 100% de condições de ter uma epidemia e infelizmente registrar mais óbitos.”
O sorotipo 4 foi um caso autóctone no Jardim Leonor (zona oeste), onde já foi aplicado fumacê. “Esperamos que com a aplicação do fumacê os focos do sorotipo 4 tenham sido eliminados, mas ainda não sabemos”.


