Após mais de um mês suspenso, o fumacê voltou a ser aplicado na semana passada em Londrina. As equipes da Secretaria Municipal de Saúde rodaram os bairros com situações mais críticas nas zonas oeste e norte da cidade. Apesar da primeira reação negativa por conta do barulho alto e do cheiro característico, a população comemorou o retorno da aplicação do Malathion, inseticida usado no combate ao mosquito Aedes aegypti que estava em falta em todo o País. O medo é que a epidemia se alastre ainda mais.
Dos 8 mil litros do veneno esperados pelo município, o Ministério da Saúde enviou apenas 1,4 mil, segundo a chefe da 17ª Regional de Saúde, Terezinha de Fátima Sanchez.
O secretário municipal de Saúde, Gilberto Martin, demonstrou preocupação com a quantidade de veneno aquém do necessário e ressaltou a importância das aplicações. "Tem que ter o fumacê. A falta do fumacê prejudica o combate à dengue, mas tem que ter [o veneno] na quantidade necessária. O controle da quantidade de inseticida enviada aos municípios é feito pelo Ministério da Saúde, que distribui aos Estados, que só então encaminham para os municípios conforme a necessidade de cada um", detalhou o secretário.
A dona de casa Dalva de Oliveira, moradora no Conjunto Veraliz (zona oeste), comemorou a passagem do fumacê. "Quando escutei o barulho já fiquei feliz. Tem muita gente com dengue aqui, não podemos ficar tanto tempo sem o veneno", comentou. A aposentada Lourdes de Souza também se alegrou ao ver o fumacê. "Você acredita que até meu médico pegou dengue? A fila para atendimento agora está enorme", contou.

Seriam necessários oito caminhões, o dobro do que a Secretaria de Estado de Saúde disponibilizou para o município

A Secretaria Municipal de Saúde investiga uma suspeita de morte causada por dengue hemorrágica; cidade registrou mais de 1400 casos de dengue este ano

O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional

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