SÃO PAULO, SPUm estudo realizado pela Vigilância Sanitária e a Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais sobre a qualidade dos queijos produzidos no Estado concluiu que 40% das 167 amostras coletadas entre janeiro de 2003 e junho de 2004 possuíam concentrações elevadas de microorganismos que podem causar até intoxicações alimentares.
O nome dos fabricantes dos produtos testados não foi divulgado. A recomendação é que os consumidores observem a presença de selos de órgãos fiscalizadores como o SIF (Serviço de Inspeção Federal) e o IMA (Instituto Mineiro de Agropecuária) nas embalagens dos produtos.
Segundo a secretaria, os resultados dos exames -feitos no laboratório oficial de saúde pública do Estado- foram comparados às determinações da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para a presença de microorganismos coliformes a 45ºC, Salmonella spp, Listeria monocytogenes e Estafilococos coagulase positiva.
O queijo minas frescal apresentou problemas em 52% das amostras testadas. A mussarela e o queijo minas padrão tiveram 50% de reprovação. Nas amostras de ricota, 45% tiveram problemas. A Salmonella spp não foi encontrada em nenhuma delas.
A principal irregularidade encontrada nas amostras se refere à presença de microorganismos coliformes fecais -23% dos casos- que habitam os intestinos de homens e animais e pode indicar más condições de higiene na fabricação do produto.
A presença dos Estafilococos coagulase positiva, observada em 13% das amostras, pode indicar a formação de toxinas que, quando ingeridas, podem causar intoxicações alimentares e sintomas como cefaléia, náuseas, vômitos e diarréia.
A bactéria Listeria monocytogenes, encontrada em 2% dos queijos, pode afetar gestantes, recém-nascidos, idosos e adultos imunodeprimidos e costuma ser eliminada pela pasteurização, ou seja, surge em produtos com problemas de fabricação.

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