Saúde reforça procedimento de esterilização em hospitais
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terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Rodrigo Lopes<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O secretário estadual da Saúde, Gilberto Martin, assinou ontem uma resolução que estabelece critérios mais rigorosos para a esterilização de materiais usados em videocirurgias, que são realizadas com auxílio de microcâmeras de vídeo. O objetivo das novas normas, que deverão ser obedecidas pelos hospitais de todo o Paraná, é conter a evolução de infecções causadas por uma micobactéria de crescimento rápido. Até agora, já foram confirmados 48 casos de pacientes, todos de Curitiba, infectados pela bactéria depois de passarem por esse tipo de procedimento.
Segundo Martin, caso as determinações sejam seguidas pelas instituições de saúde, o risco de que a infecção se espalhe para o Interior do Estado cai a praticamente zero. ''Com esta resolução cercamos o problema'', garantiu.
Entre outras medidas, a resolução define que a duração do processo de esterilização de materiais usados em videocirurgias passa de 40 minutos para 8 horas. Amanhã, a Secretaria de Estado da Saúde promove um curso para profissionais da área, em que serão abordadas as novas normas. Posteriormente, a capacitação deve ser levada também para o Interior.
Além disso, o documento assinado ontem determina que as instituições que fazem videocirurgias devem realizar uma busca ativa para tentar descobrir novos casos de infecções pela micobactéria. Elas terão que entrar em contato com todos os pacientes que passaram pelo procedimento em 2007 para descobrir se algum deles apresentou sintomas da infecção.
Para Martin, isso vai possibilitar a descoberta de casos não notificados. Até a semana passada, 89 casos suspeitos haviam sido registrados, todos em hospitais de Curitiba. Desses, 48 foram confirmados. Entre os sintomas da infecção estão a dificuldade de cicatrização e o surgimento de nódulos e secreção no local da cirurgia.
Para o superintendente da Federação dos Hospitais do Paraná (Fehospar), Raymundo Machado, as instituições de saúde não devem encontrar dificuldades para seguir a resolução. ''Temos um problema real e é preciso ação. Além disso, os hospitais sempre se submetem a todas as normas de vigilância sanitária'', declarou.


