Brasília - O Ministério da Saúde informou ontem que está adotando as medidas determinadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para tentar evitar no Brasil casos da Sars (sigla em inglês para Síndrome Respiratória Aguda Grave), doença que matou 64 pessoas em pelo menos seis países.
Após receber a informação de que uma jornalista inglesa foi internada em São Paulo com suspeita de ter contraído a ''pneumonia asiática'', como tem sido chamada a doença, o ministro Humberto Costa disse que provavelmente ela esteja com pneumonia bacteriana, não com Sars.
Os exames para confirmar ou não se a jornalista está com pneumonia bacteriana ficam prontos hoje. Ela veio ao Brasil para acompanhar a Fórmula 1, e esteve antes na Malásia e Cingapura país onde foi registrada a doença.
Como medida preventiva, órgãos de saúde estão monitorando um grupo de 25 jornalistas que tiveram contato com ela. Caso algum deles apresente os sintomas, deve ser encaminhado aos hospitais de referência. As outras pessoas que estavam no mesmo vôo da jornalista receberam folhetos explicativos e foram orientadas a procurarem a vigilância epidemiológica se apresentarem os sintomas.
Para considerar o caso suspeito, a OMS está observando os seguintes sintomas: febre acima de 38C, tosse, fadiga e dificuldade de respiração, além de saber se a pessoa teve contato próximo com um doente com Sars ou se viajou recentemente (dez dias antes) para os países onde há casos.
Segundo Costa, o Brasil vem, desde fevereiro, divulgando aos órgãos de saúde dos Estados informações sobre a doença, orientando para que suspeitas sejam notificadas às vigilâncias epidemiológicas ou hospitais especializados e distribuindo avisos em portos e aeroportos. Se algum passageiro apresentar os sintomas durante um vôo, o ministro disse que é obrigação do piloto avisar à vigilância. Hoje, haverá uma reunião em Brasília entre Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e Infraero para discutir sobre as medidas preventivas.
O governo também está orientando brasileiros com viagem marcada para Hong Kong e Guangdong, na China, a adiá-la. Nesses locais foram 1.491 dos 1.804 casos registrados até agora. Aos que vão para outros países onde houve notificação, a orientação é que os evitem aglomerações e contato com doentes. ''Se cumprirmos rigorosamente as orientações de prevenção e se as pessoas estiverem alertas, tenho convicção de que não haverá epidemia no Brasil'', disse o ministro. Mais informações na página da Funasa (www.funasa.gov.br).

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