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Londrina

AVANÇO 5m de leitura Atualizado em 03/12/2021, 09:39

Saúde reduz para 21 dias intervalo entre as duas doses da Pfizer

Avanço no plano municipal de imunização deve abranger adolescentes de 15 e 16 anos; município também reduziu para 50 anos a faixa etária da dose de reforço

PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 02 de dezembro de 2021

Simoni Saris - Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

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A Secretaria de Saúde de Londrina anunciou, nesta quinta-feira (2), a redução para 21 dias do intervalo entre a primeira e a segunda dose do imunizante da Pfizer contra o coronavírus e a abertura do agendamento das doses de reforço para a população a partir dos 50 anos que recebeu a segunda dose de qualquer uma das vacinas disponíveis há mais de cinco meses. Com esse novo avanço no plano municipal de imunização, pelo menos 39 mil pessoas serão imunizadas com a segunda dose ou dose de reforço até o dia 31 de dezembro.  

Imagem ilustrativa da imagem Saúde reduz para 21 dias intervalo entre as duas doses da Pfizer
 

A redução no intervalo entre as duas doses da Pfizer neste momento deve abranger os adolescentes de 15 e 16 anos, um público em torno de 20 mil pessoas, segundo estimativa da secretaria. Até então, o prazo para a segunda dose do imunizante era de 54 dias. Os agendamentos já podem ser feitos pelo site da prefeitura (www.londrina.pr.gov.br). 

Outros cerca de 19 mil londrinenses estão no grupo acima de 50 anos que receberam a segunda dose da vacina há cinco meses e já poderão agendar a dose de reforço. O secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, destacou que, exceto os profissionais de saúde, para a terceira dose não haverá grupos prioritários. Professores, assistentes sociais, forças de segurança e outros profissionais que tiveram preferência no plano de imunização agora deverão respeitar o critério da idade para receber a dose de reforço. Um professor de 45 anos que recebeu a segunda dose há mais de cinco meses, por exemplo, terá de aguardar a redução da faixa etária para agendar a terceira dose. “Todos eles serão vacinados pela idade. Automaticamente, estamos fazendo a atualização do banco de dados e trazendo todas essas pessoas, desses grupos específicos, exceto trabalhadores de saúde, para a população geral para que possam receber a vacina”, reforçou o secretário. 

Londrina vive, neste momento, um dos períodos mais tranquilos desde o início da pandemia do novo coronavírus. No boletim epidemiológico mais recente, divulgado na quinta-feira (2), foram confirmados 48 novos casos de Covid-19 e nenhuma morte. No dia anterior foi registrada a primeira morte depois de seis dias sem nenhum registro de óbito decorrente da doença no município., ou seja, em oito dias foi registrada apenas uma morte.  

O quadro favorável é atribuído à expansão imunização e Machado ressaltou que as equipes da Saúde têm condições de vacinar milhares de londrinenses até o final do ano, mas que nas últimas três semanas, a secretaria observou um relaxamento da população em relação à vacina, com redução no número de agendamentos. Durante três dias, foram ofertadas cerca de cinco mil vagas diárias, mas pouco mais de duas mil vagas foram preenchidas a cada dia. “A pandemia ainda não acabou. A gente precisa reforçar para a população a importância da vacinação, a importância de completar o esquema vacinal, a importância da dose de reforço para os grupos prioritários. Agora tem a discussão da nova variante ômicron e não há outra maneira de se proteger do coronavírus senão com a vacina. A vacina tem se mostrado eficaz, eficiente e protege, em especial, contra óbitos e casos graves de todas as variantes do coronavírus.” 

Em relação à nova cepa da doença, com casos de contaminação já confirmados no Brasil e com casos suspeitos no Paraná, Machado esclareceu que valem os cuidados que vinham sendo adotados até agora. Além da vacina, a recomendação é adotar as medidas não farmacológicas, que incluem uso de máscara, higienização constante das mãos, manter os ambientes arejados e o distanciamento social, evitando aglomerações. “É natural e esperado que essa variante chegaria aqui, como foi com a delta e com a variante britânica. É um vírus respiratório altamente transmissível e de fácil contágio e a população se movimenta no mundo, isso é inevitável.” 

Neste ano, em razão do cenário epidemiológico, as festas de confraternização entre colegas de trabalho e familiares deverão acontecer em maior número e a orientação do secretário é “responsabilidade e bom senso”. Ele voltou a fazer um apelo para que a população não deixe de lado a vacina. “É muito importante estar com o esquema completo. A primeira dose só não vai proteger. É preciso a segunda dose e a dose de reforço para aqueles que já têm o direito. Aí a gente consegue ter um Natal muito melhor, em família, uma confraternização um pouco mais normal do que tivemos no último ano”, disse Machado. 

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