Londrina - "Não tenho tempo para fazer a vistoria todos os dias." Esta talvez seja a desculpa mais ouvida pelos agentes da Vigilância Epidemiológica quando fazem as visitas de casa em casa, mas o fato é que o nível de infestação predial do mosquito Aedes aegypt está alto em todo o município de Londrina: 6,3%. O índice considerado tolerável para a Organização Mundial de Saúde (OMS) é de apenas 1%.
A gerente da Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde, Mirna Germiniano, ressaltou que o feriado é o momento para que moradores reservem um tempo para fazer uma fiscalização minuciosa pela casa para tentar identificar possíveis focos.
Entre 31 de março a 4 de abril, os agentes municipais de endemias inspecionaram 9.589 imóveis, sendo 86,5% deles em residências e outros estabelecimentos e 13,5% em terrenos baldios e fundos de vale. A maioria dos focos positivos foi encontrada em recipientes plásticos, garrafas e latas (44,6%). O segundo criadouro mais comum do mosquito são vasos, pratos, frascos com plantas e bebedouros de animais (29,5%).
Entre as regiões da cidade, os agentes encontraram mais focos na zona leste, onde o índice ficou em 8,2%. Isso significa que a cada 100 casas vistoriadas, oito apresentaram o foco do mosquito da dengue. Em seguida, está a região norte, com 6,97%. A zona oeste apresentou índice de 6,29%, a região sul, de 5,14 e a central teve o menor percentual, de 4,03%.
A gerente orienta os moradores a remover todo o lixo ou objetos que possam acumular água e que possam servir de criadouros para os insetos. "A pessoa deve aproveitar que tem o feriado para limpar os ralos, olhar o seu quintal, verificar se não há alguma calha entupida, verificar pontos da casa que não são muito frequentados, remover objetos que acumulem água, retirar o lixo reciclável, descartar o entulho acumulado, entre outros cuidados", apontou. Outras recomendações são a retirada da água do reservatório que fica atrás da geladeira, colocação de tampa na caixa d’água e acionamento da descarga de banheiros com pouco uso ou desativados.
Mirna expôs que este ano houve um período de seca que permitiu que houvesse poucas notificações e casos confirmados, mas destacou que o vírus continua circulando no município.
"Até ontem nós tínhamos 2.539 notificações, das quais 2.447 são de moradores de Londrina e o restante são de outras cidades que fazem exame aqui", apontou. Ela contabilizou 308 casos confirmados, dos quais 307 autóctones e um importado.

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