Saúde propõe ações integradas para prevenir a dengue no PR
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quinta-feira, 10 de outubro de 2002
Katia Michelle<br> Equipe da Folha 
Ações preventivas serão tomadas em caso de ambiente propício para o desenvolvimento do mosquito
Curitiba - A Secretaria Estadual de Saúde vai apostar em ações integradas para tentar reduzir o número de casos de dengue no Paraná. A preocupação é que com o aumento da temperatura, novos casos comecem a surgir. Para traçar estratégias de combate ao mosquito transmissor da doença, a secretaria realizou ontem a primeira reunião do Comitê Estadual de Mobilização Contra à Dengue. O comitê reúne organizações governamentais e não governamentais e vai realizar atividades preventivas em diversos segmentos.
Este mês, por exemplo, o comitê vai se concentrar em atividades educativas. A intenção é atingir indiretamente 2,5 milhões domicílios por meio das escolas públicas estaduais. As secretarias da Saúde e Educação prepararam um questionário para ser entregue aos alunos incluindo perguntas sobre a situação das casas, além de ações preventivas que devem ser tomadas em caso de ambiente propício para o desenvolvimento do mosquito.
Além das secretarias de Saúde e Educação, também participam do comitê, técnicos da Secretaria do Meio-Ambiente, Fundação Nacional da Saúde, Conselho de Secretários Municipais de Saúde e instituições como a Pastoral da Saúde, Associação Médica, Conselho Regional de Medicina e Associação dos Municípios do Paraná. Comitês semelhantes estão sendo criados em todo o País para antecipar as atividades de combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, numa iniciativa do Ministério da Saúde.
No Paraná, somente este ano, foram registrados cerca de 5 mil casos da doença. Foz do Iguaçu, Apucarana, Maringá e Londrina estão entre os municípios que mais registraram casos de pessoas infectadas. ''Com as ações integradas, a intenção é reduzir em 50% o número de casos'', acredita o secretário estadual da Saúde, Luiz Carlos Sobânia.
Para o secretário, o Paraná não ''errou'' nas ações do combate ao mosquito este ano. ''Os casos aumentaram em todo o País. Foi um problema nacional'', diz. Além de criar os comitês dentro do Plano Nacional de Combate à Dengue, o Mistério da Saúde também vai repassar uma verba adicional para cada estado que registrou números significativos da doença.
Ao Paraná, o ministério vai repassar, a partir de novembro, cerca de R$ 70 mil mensais. A verba será distribuída entre 39 municípios que mais tiveram problemas no combate à doença. Também serão mobilizados agentes de saúde para verificar as condições das regiões. ''Em cada município vai ter uma pessoa responsável pelas atividades contra à dengue'', observa Sobania.


