A Secretaria Municipal de Saúde promoveu ontem pela manhã uma carreata para mobilizar a população a eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika vírus e chikungunya. A ação fez parte da "Hora H contra a Dengue", iniciativa do governo estadual em parceria com os municípios.
A carreata saiu às 9 horas da Avenida Saul Elkind, em frente ao Centro Cultural da Zona Norte. Puxados por um caminhão de som, os carros da Endemias e da Defesa Civil seguiram pelas avenidas Francisco Gabriel Arruda, Winston Churchill, Leste-Oeste, São Paulo e terminou no Calçadão Central, onde os agentes fizeram panfletagem e outras ações educativas.
O secretário municipal de Saúde, Gilberto Martin, usou o microfone do trem elétrico para chamar a atenção dos moradores para os cuidados com o lixo doméstico, onde a maioria dos focos foi encontrada na cidade. Segundo ele, somente neste ano foram 1.373 notificações, sendo 164 casos autóctones confirmados. Pelo ciclo epidemiológico de 12 meses, que começou em agosto do ano passado, os agentes já registraram 5.175 notificações, com 611 casos confirmados; 585 autóctones e 26 importados.
Martin informou que as ações devem ser intensificadas nas próximas semanas, inclusive com a presença do Exército. "A presença deles é muito simbólica nesta guerra contra a infestação. Essas ações têm de ser contínuas. Assim, naturalmente, teremos mais gente limpando os terrenos", acredita. O secretário informou ainda que, além das oito multas aplicadas a donos de terrenos sujos reincidentes, outros 30 casos estão em análise. "Não há mais tolerância para este tipo de atitude irresponsável. Não podemos deixar a cidade chegar a níveis epidêmicos da doença."
A educadora em Endemias, Lucimara Vasconcelos, coordenou as ações no Calçadão, que incluíram orientação ao público com maquetes e materiais sobre a doença, além de entrega de 10 mil panfletos. "O trabalho educativo não pode parar. Em períodos críticos, a pessoa até faz a parte dela, mas depois esquece dos cuidados básicos, com a limpeza do terreno, vasos, vasilhas dos animais", contou. "Se a situação já era grave com a dengue, ficou pior com a zika e o chikungunya. São dois grandes motivos para redobrarmos os cuidados e eliminarmos os focos do mosquito transmissor", advertiu.

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