Saúde prepara pessoal para atender casos de hantavirose
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 29 de novembro de 2000
De Curitiba 
O Governo do Paraná está implantando a vigilância epidemiológica para hantavirose em todas a regiões do Estado. Representantes das 22 Regionais da Secretaria Estadual da Sa© úde participaram ontem, em Curitiba, de uma reunião sobre a hantavirose, doença transmitida pela urina e fezes de ratos silvestres que pode provocar a morte.
Como a hantavirose é uma doença emergente, precisamos de profissionais treinados e atentos em todas as regiões, afirmou o diretor do Centro de Saúde Ambiental, da Secretaria de Saúde, Isaias Cantoia Luiz.
Durante a reunião foram discutidos os casos no Paraná, forma de contaminação, sintomas e a importância do treinamento dos profissionais para o diagnóstico e o tratamento precoce.
A hantavirose é uma doença com letalidade em torno de 60% no Brasil mas na região Sul esse índice cai para 44% e no Hospital Regional de União da Vitória, onde foi feito o primeiro diagnóstico de hantavirose no Paraná ele é menor ainda, 33%.
Foram registrados no Estado 7 casos de hantavirose, sendo 5 na zona rural da região de General Carneiro e 2 na região de Campina Grande do Sul, perto de Curitiba. Do total, duas pessoas morreram. Também estão sendo investigados outros 7 casos suspeitos, 5 na região de Guarapuava, entre eles uma criança de 11 anos, 1 na região de Bituruna e outro na região de Paulo Frontin.
A hantavirose é uma doença emergente causada por um vírus que existe na urina, fezes e saliva de ratos silvestres. A transmissão se dá pelo contato com fezes e urina desses ratos, especialmente em locais fechados. O vírus se espalha no ar, entrando no corpo pela respiração. A doença também pode ser transmitida pela mordida do rato.
A médica Gizele Fernandes Furtado, que também trabalha na UTI do Hospital Regional de União da Vitória, afirma que os sintomas da doença são facilmente confundidos com os de uma gripe. Ela diz ainda que quando uma pessoa saudável, que mora principalmente na zona rural, começa a apresentar dores de cabeça e no corpo, febre, fraqueza, com evolução para falta de ar é preciso procurar imediatamente o serviço de saúde.


