Dida Sampaio/Agência Estado
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Sem festejosO ministro José Serra ontem, na sede da Opas, durante comemoração do Dia Mundial da SaúdeO Ministério da Saúde poderá aumentar o pagamento por parto normal, na tabela do Sistema Único de Saúde (SUS), para tentar reduzir o número de cesarianas nos hospitais, informou o ministro da Saúde, José Serra. Ele revelou que 32% dos partos na rede pública são cesarianas. No Mato Grosso do Sul, chegam a 50%. ‘‘É excessivo, desconfio que os hospitais façam mais cesárias porque se paga melhor’’, comentou o ministro, ao participar ontem, em Brasília, da comemoração do Dia Mundial da Saúde, na sede da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). ‘‘Não é um dia para comemorar, mas para mobilizar’’, disse.
Maternidade Segura é o tema da campanha deste ano do Dia Mundial de Saúde. A Opas divulgou um documento revelando que todos os dias morrem no mínimo 1,6 mil mulheres em todo o mundo por complicações de parto ou da gravidez. Estima-se que mais da metade das mortes maternas poderia ser evitada com o acompanhamento médico pré-natal e com vida saudável. ‘‘Nos acostumamos tanto com as mortes maternas que dizemos: essas coisas acontecem’’, lamentou o presidente da Opas no Brasil, Armando Lopes Scavino.
O ministro disse que o risco de a mulher morrer em cesariana é três vezes maior do que no parto normal: são duas mortes a cada dez mil partos normais e seis mortes a cada dez mil cesárias. A mortalidade, segundo o ministro, pode ser reduzida com simples consultas antes do parto. No País, em média, as mulheres têm menos de duas consultas durante os nove meses de gestação. ‘‘O mínimo seriam seis consultas’’, diz o ministro.
Em um vídeo da Opas sobre maternidade segura, exibido ontem, a apresentadora Xuxa diz que o ideal seriam nove consultas. O ministro brincou com as declarações da Xuxa: ‘‘Ela terá, no mínimo, umas 80 consultas’’.

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