Saúde pede reposição de preservativos com defeitos
PUBLICAÇÃO
domingo, 06 de junho de 1999
Por Sônia Cristina Silva 
Brasília, 07 (AE) - O Ministério da Saude pediu à empresa chinesa Tianjin Látex Factory que faça a reposição de cinco milhões de preservativos masculinos para adolescentes comprados há dois anos. De acordo com o coordenador do Programa de Aids, Pedro Chequer, oito dos 12 lotes entregues foram reprovados pelo Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro). Os testes apontaram problemas de vazamento ou estouro do produto.
A representante brasileira da empresa chinesa prontificou-se a fazer a reposição, mas o o Ministério não quer camisinhas do mesmo tipo. Além do problema de vazamento, de acordo com o técnico, o preservativo cheira mal. "Parece aquele odor de galinha depenada com água quente", comparou.
Segundo Chequer, a pedido do governo brasileiro, passou a ser norma da Organização Mundial de Saúde (OMS) que o produto seja inodoro."Exigimos produto de qualidade, sem odor e também que não seja difícil de abrir, para evitar o uso arriscado da tesoura", explicou.
Das compras de preservativos feitas pelo governo brasileiro, em média 20% são destinadas à população adolescente. A diferença está apenas no diâmetro do produto: 49 milímetros para adolescentes e entre 51 e 52 milímetros para adultos. O Brasil pagou, na época , US$ 350 mil dólares pelos cinco milhões de preservativos.


