Brasília, 04 (AE) - O Ministério da Saúde antecipou-se à edição da medida provisória de contenção de gastos do governo federal e pediu hoje à Casa Civil da Presidência da República que abra uma exceção na suspensão dos concursos públicos. Ainda este ano, o ministério quer começar a preencher o quadro de carreira de especialista de Vigilância Sanitária da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVS). A intenção é fazer pelo menos um concurso para as 100 primeiras vagas.
A criação da carreira de especialista da vigilância ainda depende de aprovação de um projeto de lei, a ser enviado ao Congresso pelo Executivo. Mas os planos da equipe do Ministério da Saúde são trabalhar pela aprovação rápida da proposta e começar a montar a estrutura da nova agência. "A agência somente será de fato estruturada quando contar com quadros permanentes", disse hoje o secretário Nacional de Vigilância Sanitária, Gonzalo Vecina. "O quadro permanente sempre é mais motivado porque tem uma carreira pela frente", argumentou.
Caso não seja possível fazer o concurso, Vecina tem a alternativa - prevista na lei que criou a ANVS - de permanecer este ano com profissionais contratados por tempo determinado. A lei permite a contratação de 150 técnicos por até três anos. Mas Vecina gostaria de ver a equipe permanente começar com a agência
montando as diretorias que serão responsáveis pelas áreas fiscalizadas, entre elas a de medicamentos, produtos de limpeza para uso hospitalar, cosméticos e aparelhos médicos. A carreira da agência prevê 400 profissionais selecionados em concurso.

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