Saúde orienta para vacinação antes das viagens de férias
Casos de sarampo e de febre amarela reforçam necessidade de imunização
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 23 de dezembro de 2019
Casos de sarampo e de febre amarela reforçam necessidade de imunização
Viviani Costa - Grupo Folha 
As preocupações sobre a viagem de férias devem incluir a carteira de vacinação em todas as idades. Estar em dia com as doses ofertadas de graça nas unidades básicas de saúde pode evitar transtornos para quem está a passeio e para os que ficam nas cidades de origem, já que a imunização evita a propagação do vírus.

De acordo com o Ministério da Saúde, desde janeiro foram confirmados 13.489 casos de sarampo em todo o país. Entre setembro e novembro, a circulação do vírus foi registrada em 17 estados. No Paraná, o último boletim epidemiológico divulgado pela Sesa (Secretaria de Estado da Saúde) apontou para 648 casos confirmados da doença desde janeiro. Boa parte dos registros (588) foi notificada à Regional de Saúde que atende a Região Metropolitana de Curitiba. Em Londrina, oito pessoas foram diagnosticadas com a doença.
A chefe da Divisão de Vigilância do Programa de Imunização da Sesa, Vera Rita da Maia, destaca que as doses estão disponíveis para crianças a partir dos 6 meses e adultos até os 49 anos. “A vacina já faz parte da rotina. Quem já tomou não precisa ser imunizado novamente. Quem tem dúvidas deve buscar informações nas unidades de saúde e avaliar a situação junto com a equipe de atendimento. O ideal é que a imunização contra o sarampo seja feita 15 dias antes do deslocamento”, afirma.
A vacina tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Crianças entre seis meses e um ano incompleto devem receber a chamada dose zero (dose extra disponibilizada pelo Ministério da Saúde). Crianças com um ano completo precisam da primeira dose da vacina. A segunda deve ser aplicada ao completar um ano e três meses. As duas doses na infância são suficientes para garantir a imunização durante toda a vida.
Quem não foi imunizado deve tomar as duas doses até os 29 anos. Na faixa etária entre 30 e 49 anos é necessária apenas uma dose. Conforme Maia, a vacina está disponível em quantidade suficiente para atender a população.
FEBRE AMARELA
A partir dos 9 meses e antes dos 60 anos é necessário tomar a vacina contra febre amarela. Pessoas acima dos 60 anos devem procurar a unidade básica de saúde para avaliar, junto a equipe de atendimento, a necessidade de imunização. A dose é indicada para os que trabalham ou circulam em área de mata.
De acordo com dados da assessoria de imprensa da Sesa, 13 mortes pela doença foram registradas em todo o Brasil. Uma delas ocorreu no Paraná no mês de março. Já a presença do vírus em macacos foi confirmada no Paraná em 16 animais entre os meses de julho e dezembro deste ano. Foram quatro registros em Ponta Grossa, 11 em Castro e um em Piraí do Sul.
A nova sazonalidade da febre amarela começa em dezembro. Uma dose única protege contra a doença. “Até o momento, a febre amarela circulou em regiões com dengue e não se urbanizou”, destaca a médica veterinária do Centro de Vigilância Ambiental da Sesa, Ivana Belmonte. A orientação é que ninguém faça passeios ecológicos sem antes receber a imunização.
EM FALTA
Já as doses de DTP (que protegem contra difteria, tétano e coqueluche) e pentavalente (que protegem contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, meningite e infecções por HiB) estão em falta em todo o país. Segundo a chefe da Divisão de Vigilância do Programa de Imunização da Sesa, Vera Rita da Maia, o Ministério da Saúde já adquiriu as vacinas, mas os itens ainda não foram distribuídos. A expectativa é que os produtos sejam repassados às unidades de saúde entre janeiro e fevereiro. A orientação é que as equipes façam o cadastro dos interessados nas doses para entrar em contato assim que elas estiverem disponíveis.


