Saúde nega uso de hemoderivado contaminado
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terça-feira, 28 de setembro de 2004
Agência Estado 
São Paulo- O Ministério da Saúde garantiu ontem que o hemoderivado produzido na Inglaterra, sob suspeita de estar contaminado pelo agente causador da variante da doença da vaca louca, não foi usado no País. Lotes sob risco de estar contaminados vieram para o Brasil, mas foram usados só para testes laboratoriais, informaram a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o ministério.
''Comparamos as informações fornecidas pela Embaixada da Inglaterra e os dados repassados pela importadora dos hemoderivados. Nenhum lote que chegou ao País foi comercializado'', afirmou, em Brasília, o coordenador da Política Nacional de Sangue e Hemoderivados do ministério, João Paulo Baccara. As investigações sobre o assunto foram encerradas.
O ministério foi avisado na quinta-feira sobre as suspeitas de que hemoderivados haviam sido feitos com plasma de doadores que mais tarde desenvolveram a variante humana do mal da vaca louca. Só anteontem, porém, após a notícia ter saído no jornal The Times, o ministério procurou a importadora e a Anvisa - responsável pela fiscalização e pelo registro de hemoderivados. ''Não demoramos a agir. Usamos a sexta para verificar os dados da embaixada'', disse Baccara.
O ministério detectou que o Brasil iniciou a compra de fator 9 da empresa britânica em 1999, quatro anos depois da fabricação do lote sob investigação. Não havia, porém, a mesma certeza sobre a imunoglobulina, porque é comprada diretamente pelos Estados. Horas depois que a Anvisa contatou a importadora, veio a resposta de que o risco estava descartado. ''Agimos assim porque a possibilidade de contaminação era muito remota'', justificou Baccara. ''Não fazia sentido expor os pacientes ao pânico.''


