O Ministério da Saúde liberou um total de R$ 8,5 milhões para São Paulo, Paraná e Santa Catarina, estados castigados pelas enchentes nos últimos dias. O ministro Carlos César Albuquerque ofereceu ainda aos governadores apoio da estrutura de saúde nas regiões afetadas.
O dinheiro será utilizado para a aquisição de hipoclorito de sódio, utilizado no tratamento de água, e para a compra de medicamentos, entre eles antibióticos, soros de reidratação oral, remédio contra diarréias e para compra de combustível.
Do total de recursos, foram destinados a São Paulo R$ 5 milhões, que deverão ser utilizados na regiões do Vale da Ribeira. O Paraná, onde sete municípios enfrentam problemas, tem disponíveis R$ 3 milhões. As verbas foram transferidas do Fundo Nacional de Saúde do ministério para as coordenações regionais da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) nos estados.
RibeiraAs cheias do Rio Ribeira do Iguape chegaram com maior intensidade ao município de Iguape ontem, quando atingiram o nível de 2,6 metros, 1,6 metros acima do normal. Há 260 desabrigados. Em Eldorado, cidade que ficou 80% submersa, e Registro, que teve bairros populosos e o centro velho tomados pelas águas, aumentava a esperança dos moradores, com as águas baixando lentamente durante todo o sábado.

Temporal de
sábado matou
três na Grande
São Paulo


O operador telemétrico do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), Jorge Lane, explicou que a cidade de Iguape será a última a receber a ‘‘onda’’ do rio. Após percorrer pelas cidades do Vale do Ribeira, o Rio Ribeira desemboca no Mar Pequeno, em Iguape.
Segundo o operador, a velocidade com que as águas descerão nas cidades atingidas dependerá do tempo e do nível das marés em Iguape. ‘‘Maré alta inibe a velocidade da chegada das águas, e o rio permanece em seu nível alto’’, explicou ele.
Em sua avaliação, apesar das águas baixarem em parte das cidades, os municípios precisam ficar em permanente alerta e em estado de emergência. ‘‘A situação só será estável quando o rio voltar ao seu nível normal’’, acrescentou.
MortesA chuva que atingiu a Grande São Paulo sábado à noite e início da madrugada deixou ruas alagadas, provocou prejuízos e matou três pessoas. Duas morreram em dois desabamentos de residências nas cidades de Itaquaquecetuba e em Poá. Em Ferraz de Vasconcelos, uma pessoa morreu dentro de um veículo que foi arrastado pela correnteza da água de um córrego que transbordou.
De acordo com avaliação dos departamentos municipais de Defesa Civil, permanecia inalterado o número de desabrigados no Estado, calculado em torno de 15 mil pessoas, já que ninguém havia conseguido retornar às casas.

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