Saúde libera R$ 32 milhões para a Santa Casa de SP
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domingo, 20 de junho de 1999
Por Gabriella Scheinberg 
São Paulo, 21 (AE) - Um contrato entre o Ministério da Saúde e a Caixa Econômica Federal, determinando o empréstimo de R$ 32 milhões para a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, foi assinado hoje em São Paulo. O hospital está com uma dívida de R$ 80 milhões - R$ 35 milhões só com bancos que efetuaram empréstimos à entidade. "Esses bancos foram impiedosos na cobrança de juros", disse hoje o provedor da Santa Casa, Valdemar de Carvalho Pinto Filho. "O custo da medicina moderna é altíssimo."
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deverá renegociar as dívidas da Santa Casa de São Paulo com os bancos fora do acordo com o Ministério da Saúde. Dessa forma, o hospital poderá usar os R$ 32 milhões para pagar os fornecedores e os demais gastos. A Santa Casa tem 2.345 leitos, 2,2 mil deles destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS). O hospital atende 6 mil pacientes em ambulatórios por dia e realiza 2 mil internações.
Segundo os termos do acordo, o hospital pagará o empréstimo com juros no valor de 50% da taxa fixa de juros a longo prazo, somados a 1% ao ano sobre o saldo devedor total.
Esse é o primeiro hospital filantrópico a beneficiar-se do acordo efetuado entre o Ministério da Saúde e o BNDES. O acordo original prevê uma verba de R$ 300 milhões para ajudar hospitais filantrópicos a pagar suas dívidas e atender pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
De acordo com o presidente da Caixa Econômica Federal, Emílio Carazzai, outros dez bancos já se candidataram para receber o empréstimo do BNDES. "Já estamos em fase avançada de negociação com o Hospital Santa Marcelina, em São Paulo, e com a Santa Casa de Belo Horizonte", informou hoje Carrazai. No total
há cerca de 1,7 mil hospitais filantrópicos no País.
Para o ministro da Saúde, José Serra, esse primeiro contrato "pavimentou o caminho para que outros hospitais filantrópicos se candidatassem para o empréstimo". "Espero conseguir empregar os R$ 300 milhões rapidamente", comentou Serra. "Não temos recursos e, por isso, precisamos melhorar a aplicação das verbas existentes."


