Curitiba - Começa neste sábado, dia 17, e termina no próximo dia 30, a 6 Campanha Nacional de Vacinação do Idoso, que visa imunizar contra a gripe toda população acima de 60 anos de idade. A meta do Ministério da Saúde, que lançou ontem a campanha, é vacinar cerca de 10,6 milhões de pessoas no Brasil, o correspondente a 70% da população nessa faixa etária. Já no Paraná, a Secretaria de Saúde tem como meta de atingir 839 mil pessoas, o que significa 100% da população nessa idade.
Segundo a chefe do Departamento de Doenças Imunoprevisíveis da secretaria, Miriam Woiski, para alcançar a meta o Estado mantém parcerias com diversas entidades que possuem contato com idosos. ''A cada ano estamos aumentando o número de pessoas vacinadas'', diz Miriam. No ano passado, foram imunizadas 629 mil pessoas no Estado, o correspondnte a 83,3% da faixa etária. Em Curitiba, a vacinação alcançou 91,5% (128.669 pessoas) da população acima de 60 anos, de cerca de 143 mil pessoas. Este ano, o governo federal investiu R$ 105,1 milhões na compra de doses de vacina, mobilização e treinamento de pessoal e divulgação da campanha.
A diretora do Centro de Epidemiologia da Secretaria da Saúde de Curitiba, Karin Lhum, afirma que todos os idosos devem ser vacinados, independente de já terem tomado as doses em anos anteriores. ''A vacinação contra a influenza (gripe) deve ocorrer todos os anos porque o vírus da doença tem uma capacidade muito grande de mutação'', explica. A cada ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) indica a composição da vacina conforme os tipos de vírus em circulação.
Dados do Ministério da Saúde indicam que a vacina diminui em 90% dos casos o risco de contrair a gripe. Já a proteção contra a doença tem início de dez a 15 dias após a vacinação. ''A gripe é uma doença grave, que pode levar até a morte. E é mais perigosa nos idosos, que têm menor resistência e mais suscetibilidade a contrair a doença, além de ter complicações do quadro gripal, como a pneumonia, por exemplo'', explica Miriam. Ela lembra, ainda, que a necessidade ainda maior de imunização na Região Sul, onde o clima é propício para doenças típicas do inverno, como é o caso da gripe.
Estimativas do Ministério da Saúde demonstram que desde o início das campanhas, há seis anos, houve uma redução de aproximadamente 51 mil internações decorrentes das complicações da gripe.

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