A Secretaria de Saúde de Londrina apura duas mortes de pacientes que podem ter sido provocadas pelo vírus H1N1. Prontuários e exames de uma mulher de 30 anos e de uma criança de 6 anos estão sob investigação.
Renata Santiago, de 30 anos, morreu há uma semana no Hospital Universitário. Maiara Santiago contou que a irmã começou a passar mal no dia 4 de junho e foi levada para a Unidade Básica de Saúde do Jardim Leonor, na zona oeste. "Ela teve uma febre muito alta no sábado. Foi medicada, fez exame de sangue e raio-X na UPA [Unidade de Pronto Atendimento]. O médico disse que ela não tinha nada e receitou antitérmico e analgésico", afirmou Maiara.
A febre voltou na noite de domingo e foi controlada na segunda-feira. Porém, na madrugada de terça, além dos sintomas dos dias anteriores, Renata sentiu falta de ar. "Ela foi atendida no posto do Leonor, tomou injeção e liberada no final da manhã com febre e sem pedidos de novos exames."
No dia seguinte, retornou à unidade de saúde com dores no corpo, falta de ar e dificuldades para falar. O médico solicitou novos exames que, segundo a irmã, apontaram uma infecção. A paciente foi encaminhada ao HU e morreu na madrugada da última quinta-feira. "Ela tinha a Síndrome de Behçet, mas fazia tratamento e estava com os exames atualizados. A médica que acompanhava a Renata teve acesso aos exames e disse que ela estava com H1N1", declarou Maiara.
O secretário municipal de Saúde, Gilberto Martin, informou que aguarda a chegada da documentação para verificar o que ocorreu. A causa da morte de uma criança de 6 anos registrada na terça-feira também será apurada.

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