Saúde investiga irregularidades
O Ministério da Saúde está investigando irregularidades em hospitais de todo o País que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a partir de informações de que cobraram de pacientes mas também do órgão faturas de serviços prestados por partos normais ou cesarianas. Também são investigados casos de cirurgias ‘‘fantasmas’’, ou seja, que foram cobradas, mas não realizadas.
Muitos casos foram descobertos após cartas enviadas em março, assinadas pelo ministro José Serra, à mulheres que deram à luz em todo o País nos últimos meses. Logo depois, o telefone do serviço Disque-Saúde (0800-61-1997), com ligações gratuitas, começou a receber denúncias de mulheres que se julgam lesadas.
No final de abril, Daniela Vitória Rodrigues, de São Paulo (SP), denunciou que havia pago em fevereiro R$ 500,00 por cirurgia de cesariana no Hospital São Miguel, mas o SUS também havia pago (R$ 500,00) pelo mesmo procedimento. Informada sobre a duplicidade na cobrança, a mulher retornou ao hospital e exigiu a devolução do pagamento que fez e foi atendida.
No final de maio, o ministro José Serra fez uma visita de surpresa ao estabelecimento e, na ocasião, funcionários da Secretaria Estadual de Saúde aplicaram multa regulamentar, correspondente a 10% do faturamento do hospital no mês anterior, além de ter sido feita denúncia ao Ministério Público.
As cerca de 200 mil cartas enviadas às mulheres pelo Ministério da Saúde resultaram em oito mil ligações para o Disque-Saúde, das quais três mil foram consideradas ‘‘válidas’’, com denúncias variadas, mas só mil davam informações bem fundamentadas, permitindo aprofundar investigações (em vários Estados) requisitadas às secretarias estaduais e promotorias de Justiça.
O Ministério da Saúde está conclamando outras pessoas que se sintam lesadas a denunciar as irregularidades, o que pode ser feito também diretamente nas secretarias municipais de saúde. (P.P.)

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