Porto Alegre - Toda a produção de albumina humana e de fator anti-hemofílico 8 e 9 do Laboratório de Produtos Plásmáticos S.A., fabricada no período de setembro de 1998 até novembro de 1999, deverá ser recolhida em todo território nacional. A decisão, de cunho cautelar, foi tomada pelo Ministério da Saúde. Hoje, autoridades federais confirmaram a interdição do laboratório, situado em Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul. O local já havia sido interditado cautelarmente pela Divisão de Vigilância Sanitária, da Secretaria da Saúde do RS, no dia 1º de dezembro.
Segundo o secretário-substituto da Saúde do Estado, José Eduardo Gonçalves, a medida foi tomada preventivamente visando evitar eventuais riscos à saúde pública. Não existe, segundo ele
nenhuma comprovação de que a produção esteja contaminada. Amostras de lotes de albumina e de fator anti-hemofílico 8 e 9 foram enviadas ao Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para exame. O secretário Gonçalves espera receber o resultado ainda nesta semana.
De acordo com Gonçalves, em dezembro uma fiscalização de rotina da Secretaria Estadual da Saúde encontrou "irregularidades na metodologia de produção". Também houve "incompatibilidade" nas listagens de remessas do laboratório com o número de bolsas de plasma entregues por bancos de sangue - os fatores 8 e 9 e a albumina são fabricados a partir do plasma obtido junto aos bancos.
Interdição - A existência de documentação sem data ou sem a assinatura do técnico responsável foi uma dos motivos que levou à interdição. Gonçalves ressaltou que as indústrias que trabalham com plasma precisam obedecer "com alto rigor" às determinações das autoridades sanitárias, o que não estava ocorrendo. A direção do laboratório foi procurada, por telefone, no final da tarde. Uma funcionária informou que os dois diretores que poderiam responder pela empresa estavam ausentes.

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