Saúde interdita fábrica de suplementos para atletas
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terça-feira, 19 de junho de 2007
Folhapress 
São Paulo - O Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo (CVS), ligado à Secretaria de Estado da Saúde, interditou a fábrica da Integralmédica S.A. Agricultura e Pesquisa, localizada em Embu-Guaçu (Grande São Paulo), uma das maiores do ramo de suplementos alimentares para praticantes de atividades físicas e atletas. A divulgação foi feita ontem pela secretaria.
Os produtos vendidos pela Integralmédica podem ser encontrados principalmente em sites e academias de musculação. São suplementos, vitaminas, compostos líquidos e repositores energéticos. Com a interdição, a empresa fica proibida de fabricá-los e comercializar o que eventualmente possuir em estoque. Os estabelecimentos que comercializam esses produtos também devem fazer o recolhimento e comunicar as vigilâncias sanitárias locais.
A interdição aconteceu pois foi constatado que a empresa produzia e comercializava um medicamento com o registro comercial de FG-1 Body Size, com base na substância subutramina e utilizada por praticantes de exercícios físicos e atletas. Segundo a CVE-SP, a finalidade era a de servir como um estimulante físico, no entanto, segundo a Agência Mundial Antidoping, a subutramina estimula o sistema nervoso central e é detectada em testes de doping, sendo seu uso vetado para suplementos nutricionais utilizados por atletas.
Ainda segundo a Vigilância Sanitária do Estado, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) permite que a substância seja utilizada somente para produzir medicamentos utilizados como moderadores de apetite. Isabel de Lelis, integrante da divisão técnica de produtos relacionados à saúde da CVE, explica que os medicamentos à base de subutramina prescritos para atuar como moderadores de apetite têm controle restrito e a receita fica retida na farmácia.
Segundo Isabel, da Vigilância Sanitária do governo estadual, a inspeção na fábrica foi feita no dia 5 de junho último, a pedido da Anvisa. Os produtos foram enviados para análise no INCQS (Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde), localizado na Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), responsável pela avaliação desse tipo de substância. O resultado da análise foi concluído no dia 11 de junho.
Durante a inspeção realizada na fábrica, os responsáveis pela empresa forneceram um relatório à Vigilância Sanitária com a relação de produtos fabricados e comercializados pela Integralmédica. Entre eles foi constatado que em abril deste ano a Integralmédica comercializou o CLA (Ácido Linoléico Conjugado), que não possui registro do Ministério da Saúde e não pode ser comercializado no país, conforme resolução da Anvisa publicada em março deste ano.
Por se tratar de uma determinação feita pelo Centro de Vigilância Sanitária Estadual, ela não tem força para impedir que os produtos da Integralmente já em circulação em outros territórios que não o do Estado de São Paulo sejam comercializados. Essa determinação só pode ser feita pela Anvisa.


