Saúde inspeciona indústrias de amendoim
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terça-feira, 10 de maio de 2005
Vanessa Navarro<br>Reportagem Local 
Técnicos do departamento municipal de Vigilância Sanitária de Londrina iniciaram ontem uma série de inspeções em todas as indústrias que produzem alimentos derivados de amendoim na cidade. No total, seis empresas do ramo serão vistoriadas, a pedido da 17 Regional de Saúde. A equipe tem prazo de 30 dias para entregar o relatório dos trabalhos.
A primeira empresa inspecionada foi a Niguiyaka Indústria e Comércio de Produtos Alimentícios, que produz os alimentos da marca Gulosina, na Zona Oeste de Londrina. Na semana passada, a empresa teve um lote de doce de amendoim interditado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que constatou excesso de aflatoxina nos produtos. Trata-se de uma substância produzida por fungos, cuja proliferação pode ser atribuída à umidade e que pode causar desde lesões na pele até câncer no fígado. O lote interditado foi o de 01.02.05, com validade até 27 de junho de 2005. O advogado da empresa, Paulo Spada, informou que os promotores de venda já foram orientados a tirar as unidades de circulação no Paraná, Santa Catarina e São Paulo.
O diretor de Saúde Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde, Maurício Barros, não quis relacionar as inspeções à interdição desse lote de paçoca. ''O que temos é apenas um documento da 17 RS orientando a inspeção de todas as fábricas. É um trabalho de rotina'', afirmou. Na primeira visita feita ontem pela manhã, o diretor relatou que não foram encontradas irregularidades. As inspeções estão levando em conta diversos critérios como a procedência da matéria-prima utilizada na fabricação dos alimentos, condições higiênico-sanitárias e instalações hidráulicas da indústria.
Embora os técnicos tenham um mês para entregar o relatório final, Barros comentou que a equipe poderá solicitar interdições caso algum problema grave seja registrado no decorrer das inspeções. Ele admitiu que o ideal seria a realização de vistorias anuais, mas que nem sempre isso é possível diante do número restrito de funcionários. ''Temos um universo enorme de coisas que dizem respeito à Vigilância Sanitária: farmácias, hospitais, bares, restaurantes, indústrias. À medida do possível, vamos fazendo as inspeções.''


