Recife, 20 (AE) - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVS) do Ministério da Saúde está começando, por Pernambuco, uma cruzada nacional contra a falsificação de remédios e distribuidoras de medicamentos clandestinos. Isso será feito por meio de investigação e fiscalização intensa, primeiramente nas distribuidoras, pela vigilância sanitária federal e estadual, polícia civil e Ministério Público.
"Quem quiser se manter no ramo terá que se adequar à legislação", afirmou hoje o diretor adjunto de medicamentos da ANVS, Antonio Carlos Bezerra, durante o anúncio da estratégia, na sede da Secretaria estadual de Saúde.
Pernambuco foi escolhido, de acordo com o gerente geral de investigações da ANSV, Marcelo Itajiba, por estar dando um exemplo ao País nesse setor e por ter procurado a ajuda do Ministério da Saúde para sanear a área no Estado. De acordo com o secretário estadual de Saúde, Guilherme Robalinho, Pernambuco tem 200 distribuidoras, das quais apenas 67 registradas no ministério. No Brasil, são mil os estabelecimentos cadastrados.
Uma equipe da vigilância sanitária federal vai trabalhar com os técnicos pernambucanos e um delegado especial - Michael Molnar - foi designado pela Secretaria estadual de Defesa Social. Ele já está instalado na Secretaria de Saúde.
Guilherme Robalinho passou a dar prioridade ao assunto depois da descoberta, no mês passado, da existência de penicilina falsificada no Hospital das Clínicas, distribuída pela Medclin, que não tinha licença de funcionamento. Desde então, a vigilância sanitária estadual já interditou cinco distribuidoras (Medclin, PC, Cirúrgica JM, R&J Produtos Médicos e Distribuidora Ramos) e um laboratório clandestino (Cirúrgica L.R.). Dois funcionários desse laboratório - o farmacêutico José Almir Caetano da Silva e o encarregado Eliseu José de Andrade) foram presos.

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