Saúde garantida através de doses homeopáticas
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domingo, 05 de março de 2006
Chiara Papali<br> Reportagem Local 
Tratamento do doente e não da doença. Medicamentos mais baratos, sem efeito colateral e com alta resolutividade. É por esses e outros motivos que cada vez mais cresce o número de adeptos da homeopatia, prática que foi reconhecida como especialidade médica em 1980.
A base da homeopatia, explica a médica homeopata Rosana Ceribelli Nechar, de Londrina, está na manutenção do equilíbrio da energia vital. Energia que deveria manter a saúde do indíviduo, incluindo corpo e mente, mas que é afetada por fatores como alimentação e pensamentos ruins. Para a homeopatia, a doença é um desequilíbrio dessa energia, que se desenvolve diferentemente em cada indivíduo, ''onde a genética dele permite''.
Em uma consulta homeopática, segundo Rosana, o objetivo do médico não é só fazer o diagnóstico da doença, mas, buscar as causas do desequilíbrio da energia vital. Isso inclui a percepção de como o indivíduo reage nos seus vários níveis, físico, emocional, psíquico, levando em conta aspectos individuais, como medos, angústias, temperamento, comportamento, além de influências sociais e ambientais. ''Cada um adoece de uma maneira, por isso, para pacientes diferentes, mesmo com sintomas parecidos, não são usados os mesmos remédios'', explica.
Com esse princípio, de cuidar do paciente, não da doença, a homeopatia pode tratar qualquer patologia. ''Há benefícios principalmente no caso de alergias, rinites, dermatites, transtornos emocionais e fobias. E mesmo em casos em que já há lesão, como uma cardiopatia ou uma disfunção renal, ou de doenças incuráveis, é possível melhorar a qualidade de vida do paciente'', afirma.
Através de pequenas doses de medicamentos, que vão estimular a energia vital, a busca é por uma cura suave, gradual e progressiva. ''Esse estímulo vai fazer a pessoa se reestruturar com seus próprios recursos'', ressalta. E aqui cabe a explicação de outro princípio da homeopatia - a cura pelo semelhante.
Os medicamentos homeopáticos foram desenvolvidos pelo médico alemão Samuel Hahnemann, por volta do ano de 1.800, através do princípio de que a mesma substância que causa determinados sintomas em pessoas sadias, pode curar o indivíduo doente. A própria palavra homeopatia, de origem grega, quer dizer doença semelhante.
O medicamento homeopático é produzido através de elementos vegetais, animais e minerais, substâncias trituradas e diluídas ao ponto de ficarem em doses infinitesimais. O nome da técnica usada na preparação do medicamento é a dinamização, que significa diluição seguida de agitação. Agitação que vai potencializar os efeitos do medicamento.
A intenção da homeopatia, segundo a médica, não é substituir a medicina convencional, ''mas somar''. ''Não se vai tirar o remédio alopático de um hipertensivo crônico, por exemplo, mas quando o medicamento homeopático é empregado em conjunto é possível até diminuir as doses do alopático'', ressalta.
A homeopatia também pode ser usada de maneira profilática. ''Quando o paciente busca um médico (alopático) com uma sensação de mal-estar e não aparece 'nada' nos exames, ele fica frustrado, mas para a homeopatia este já é um estado em que a energia está alterada, podendo levar a doença física e já pode ser tratada'', explica. Da mesma maneira, a homeopatia não é inócua. ''Se mal indicada, há efeitos indesejáveis''.


