Brasília, 10 (AE) - O governo prepara uma campanha, apoiada em vídeos, para esclarecer mulheres de baixa renda e profisionais do sexo sobre o uso da camisinha feminina. A intenção do governo é intensificar os esclarecimentos antes da distribuição dos preservativos. O primeiro lote importado da Inglaterra deve chegar ao Brasil na segunda quinzena deste mês, quando alguns serviços de saúde e organizações não-governamentais começarão a ensinar ao público alvo como utilizar a novidade do mercado. O lote terá 500 mil preservativos.
"Não é complicada, mas não é tão simples quanto a camisinha masculina", compara o coordenador do Programa Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis-Aids do Ministério da Saúde, Pedro Chequer. As mulheres aprenderão a utilizar o preservativo assistindo a vídeos demonstrativos. Pretende-se aproveitar a oportunidade para discutir a negociação com os parceiros e as formas de elas protegerem-se da aids. "Queremos que até mesmo as laqueadas usem a camisinha", adiantou Chequer.
As mulheres vêm sendo, nos últimos quatro anos, o grupo onde tem crescido a incidência da doença. O governo comprará, no total, dois milhões de camisinhas femininas. Uma pesquisa desenvolvida pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no ano passado, mostra que 70% das pessoas ouvidas aprovaram o novo preservativo, lembra Chequer.