Saúde faz campanha de de vacinação infantil
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terça-feira, 14 de agosto de 2012
Vítor Ogawa <br> Reportagem Local 
Brasília - O Ministério da Saúde lançou ontem a primeira campanha de atualização da caderneta de vacinação de crianças menores de 5 anos. Começa no próximo sábado e segue até o dia 24 de agosto, em 34 mil postos de saúde espalhados por todo o País.
De acordo com a coordenadora do programa Nacional de Imunizações, Carla Domingues, o objetivo da campanha é aumentar a cobertura vacinal e reduzir o risco de transmissão de doenças que podem ser evitadas. A expectativa é atingir 14,1 milhões de crianças.
''Temos um calendário complexo, com mais de 14 vacinas, cada uma com duas ou três doses. Muitos pais acham que o esquema está completo, mas não está'', disse. ''Esta será a oportunidade de conferir a caderneta da criança e completá-la, caso haja alguma vacina com o esquema incompleto.''
Estarão disponíveis todas as vacinas do calendário básico infantil, incluindo a pentavalente e a Vacina Inativada Poliomielite (VOP), lançadas este ano. A primeira reúne em uma única aplicação a tetravalente (que protege contra a difteria, o tétano, a coqueluche e a meningite) e a dose contra a hepatite B. A VOP é indicada para crianças que nunca foram imunizadas contra a pólio.
No Paraná, a campanha visa atingir principalmente os bolsões sem cobertura isolados em alguns municípios do Interior. De acordo com a enfermeira sanitarista responsável pelo programa de imunização do Estado do Paraná, Lúcia Helena Bisetto, o Estado teve uma taxa de cobertura das vacinações em campanhas anteriores superiores a 95%, que era a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde.
''No entanto, uma unidade básica de saúde pode atingir 100% da meta e outra, na mesma cidade, pode registrar 90%. É essa diferença que não foi vacinada que queremos atingir'', explicou Lúcia.
No caso da vacinação contra o vírus da gripe A, a enfermeira afirmou que o Paraná atingiu 93,27% da meta, que estava estabelecida em 80% dos grupos mais expostos. ''Londrina é um município que tem atingido a meta de vacinas realizadas, no entanto, como em outras cidades, pode ter bolsões de crianças que não foram imunizadas. Espero que a gente consiga sensibilizar os pais que tenham dúvidas e pedimos que eles procurem os serviços de saúde para saná-las, para manter as doenças sob controle'', salientou.
As vacinas estarão disponíveis apenas nas unidades básicas de saúde municipais, que definirão o horário de atendimento. O superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz, lembra que os pais devem levar o Cartão de Saúde da Criança. ''Somente com análise dos registros feitos no cartão é que o vacinador poderá identificar quais vacinas estão atrasadas.''(Com Agência Brasil)


