As plantas medicinais já são utilizadas em grande escala no Brasil em diversos tratamentos. Tanto que o Ministério da Saúde espera ainda esse ano a sanção de uma lei que vai regulamentar o uso do tratamento fitoterápico no SUS (Sistema Único de Sáude), que oferece tratamento médico gratuito à população.
Há 13 anos, foi inaugurado no país o Hospital de Medicina Alternativa de Goiânia, capital de Goiás, o primeiro da América Latina a utilizar a fitoterapia na cura de doenças. A entidade, que atende cerca de 150 pacientes por dia, é responsável por toda a cadeia de produção desses medicamentos, desde o plantio das mais de 72 espécies utilizadas até a produção e distribuição dos remédios.
‘‘Existem outras unidades de medicina alternativa no país que indicam tratamentos à base de plantas medicinais, mas o de Goiânia é o único a fazer parte de todo o processo’’, explica Nestor Furtado, diretor do hospital.
Caso o projeto do governo seja aprovado, o Hospital de Goiânia terá um papel fundamental na implantação do procedimento, participando da pesquisa de novos produtos e capacitação de profissionais. ‘‘A procura por esse tipo de tratamento aumenta em ritmo acelerado no país’’, diz Furtado. ‘‘Acredito que a fitoterapia no SUS deverá ser uma realidade até o mês de maio, beneficiando milhões de pessoas’’, finaliza.

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