Dizem que os olhos revelam a alma. Mas, para a iridologia, eles revelam muito mais. Considerada terapia alternativa e complementar a outras, a iridologia, através do exame da íris, pode ajudar no diagnóstico de doenças físicas e emocionais.
  A técnica surgiu há mais de dois séculos com o médico húngaro Ignatz Von Peczely que, ao cuidar de uma coruja que havia quebrado uma perna, percebeu um pequeno risco em seu olho, e que à medida que o ferimento sarava, o risco ia mudando. Isso despertou seu interesse, e fez com que ele começasse a fazer um mapeamento, relacionando regiões da íris com partes do corpo.
  A íris, assim como a digital, é única, cada um tem a sua. Mas ela mantém certas estruturas e desenhos que permitem classificá-las em alguns tipos. Na análise Rayid, método criado pelo americano Denny Johnson, e usado para a análise comportamental e emocional, as íris são classificadas em quatro tipos - flor, jóia, corrente, e agitador ou ponta de lança (confira quadro ao lado). Os tipos correspondem aos formatos e desenhos que as fibras das íris formam.
  Além disso, segundo a terapeuta floral Tarsila Bessani, de Londrina, que utiliza a iridologia Rayid como método complementar, também são considerados desde o exame das pupilas e sua proporção em relação ao tamanho da íris, quanto cores e formato, além da região e profundidade das marcas. ‘‘É uma ciência difícil e complexa’’, atesta.
  A análise da íris na área emocional permite principalmente o autoconhecimento e ajuda na prescrição de outras terapias, como a floral, por exemplo. ‘‘É possível avaliar se a pessoa é mais sentimental, racional, extrovertida, introvertida, o que é importante na sua vida. A proposta é mesmo de se conhecer e adequar o contexto de vida ao que é percebido em si mesmo. Quando você se conhece, transcende aquilo que te traz problemas’’, ressalta.
  Já a análise física, feita seguindo um mapa complexo da íris, permite avaliar pontos fracos no organismo, uma doença que ainda está no início, nutrientes em deficiência, inflamações localizadas, estresse e a tendência a desenvolver doenças.
Mas, também é um processo complexo de análise. Apenas um dedinho quebrado, por exemplo, já gera uma marca na íris, e outra diferente, quando ele sara, chamada de halo
de cura. Mas, se a pessoa passa por uma cirurgia, a anestesia não permite a formação da marca, dificultando o processo. Por isso, o examinador tam-bém costuma utilizar um questionário.
  Além da anamnese, o médico homeopata Paulo Zanetti, de Londrina, também considera importante o exame físico. ‘‘A iridologia vai funcionar como um método complementar.
Ela não substitui raio-X, ultrasson ou outros exames, mas é um poderoso instrumento para auxiliar no diagnóstico e é preciso despertar os médicos e a comunidade para isso’’,
afirma ele, que é membro
da Associação Brasileira de Iridologia.

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