''Os médicos estão em situação precária'', alerta o presidente o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Édson de Oliveira Andrade, com base no livro denominado ''A saúde dos médicos do Brasil''.
A publicação com base em pesquisa feita com 7.700 profissionais de várias cidades brasileiras revela dados preocupantes: distúrbios psiquiátricos, como ansiedade, depressão, além de estafa, afetam mais da metade dos médicos entrevistados. Também apontou um quadro de ideação suicida. ''Em cada 100 médicos, cinco sentem-se sem esperança, infelizes e têm pensado em dar fim à própria vida''.
A publicação é dividida em capítulos com diversas abordagens sobre estresse, síndrome de Burnout, ideação suicida, drogas psicotrópicas e doenças orgânicas. O estudo relacionou as sete doenças/sintomatologias mais comuns entre os médicos entrevistados: dores lombares (21,6%), doenças do aparelho digestivo (18,9%), eczema crônico (14,3%), hipertensão (14%), distúrbios mentais (6,2%), artrose (6,9%) e asma (5%).
Mostrou, também, que 60% a 80% dos entrevistados são dependentes de nicotina e revelou que 82,2% dos médicos exercem até três atividades em medicina.
Dos entrevistados, 39,5% trabalham de 41 a 60 horas semanais, número bem superior ao padrão de um trabalhador contratado sob regime de CLT. ''Há médicos que trabalham em cinco locais diferentes. Que lazer podem oferecer às suas famílias, se trabalham tantas horas por dia?'', alerta o coordenador do Centro de Pesquisas e Documentação (CPDOC).
A partir de uma amostra dos entrevistados, o livro traz informações quanto à formação profissional, religiosidade e sexualidade dos médicos - quase 40% referem diminuição da libido e cerca de 30% afirmam estar insatisfeitos com a vida sexual.

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