Saúde distribui mais três remédios contra hepatite B
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quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Folhapress 
São Paulo- O Ministério da Saúde lançou ontem o novo protocolo com as diretrizes para o tratamento da hepatite tipo B, e três novos medicamentos passarão a ser distribuídos gratuitamente aos portadores da doença que atinge ao menos 12 mil pessoas a cada ano, segundo o governo federal. Entre 5% e 10% de todos os adultos infectados acabam por desenvolver a forma crônica da doença, transmitida pelo sangue, esperma e secreções vaginais. As informações são da Agência Brasil.
Segundo a diretora do Departamento DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, a incorporação dos três antivirais (tenofovir, entecavir e adefovir) aos dois que já vinham sendo distribuídos (lamivudina e interferon convencional), representa uma possibilidade de os médicos prescreverem aos pacientes tratamentos mais efetivos e eficazes, com com menos efeitos colaterais.
Com a introdução de novas opções terapêuticas, é possível para o médico fazer uma indicação e um tratamento sequencial, a exemplo do que já se faz com o HIV. Ou seja, a medida que se evidencia que (o organismo, habituado aos componentes do remédio) resiste (ao tratamento), você passa a usar outros medicamentos em combinação.
Para a compra, com base na estimativa dos gastos que os Estados previam fazer com a aquisição dos medicamentos, o Ministério da Saúde calcula liberar em torno de R$ 20 milhões. Valor que, de acordo com Mariângela, será facilmente absorvido pelo orçamento do ministério.
A intenção do governo é, gradualmente, substituir a lamivudina. Neste momento, a indicação é de que quem estiver usando alguma medicação permanecerá tomando o mesmo remédio até o fim do ciclo terapêutico e a realização de novos exames médicos. Já o interferon continuará a ser indicado.
Mariângela fez um apelo aos pais e às crianças e adolescentes para que se previnam contra a doença tomando a vacina, que é aplicada gratuitamente em postos de saúde.
A hepatite B pode ser prevenida por vacinas. Temos a faixa etária de até 19 anos, preferencial para o uso da vacina, mas para a qual a vacinação ainda é muito baixa, principalmente a partir dos 11 anos de idade, afirmou Mariângela, revelando que o governo estuda as medidas para ampliar a faixa etária e melhorar a cobertura entre a faixa etária de 11 a 19 anos.
As principais formas de infecção são muito similares às da transmissão do vírus da Aids, ou seja, pode ocorrer pela relação sexual sem o uso de preservativo, pelo compartilhamento de objetos contaminados (lâminas de barbear, escovas de dente, alicates de unha, materiais para a colocação de piercing e para tatuagens), e pelo uso de drogas injetáveis.


