Saúde controla praga em Engenheiro Beltrão
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terça-feira, 06 de julho de 2004
Lúcio Flávio Moura<br>Reportagem Local 
Engenheiro Beltrão A Vigilância Sanitária de Engenheiro Beltrão (30 km ao norte de Campo Mourão) está conseguindo controlar a proliferação do caramujo africano com o trabalho casa-a-casa de agentes na área urbana do município, informaram ontem funcionários do órgão.
Desde o ano passado, a espécie começou a assustar, com menos intensidade, os moradores. Depois do longo período de chuvas em junho, quando a umidade favorece a procriação do molusco (em períodos secos, o caramujo se esconde sob a terra), o problema passou a incomodar mais a comunidade.
Desde então, a Secretaria Municipal de Saúde sob orientação de uma equipe da 15 Regional de Saúde está fazendo um trabalho contínuo, percorrendo a cidade e recolhendo diariamente centenas de exemplares. A área mais afetadas são casas próximas a Coletoria Pública e ao Country Clube.
Para recolher o molusco, os agentes protegem as mãos com luvas, amontoam o produto da coleta em um canto do quintal e incineram para evitar contaminação. A maior concentração de caramujos, segundo os agentes, está sob os entulhos jogados no fundo do quintal.
De acordo com o chefe da Vigilância Sanitária da Regional, Válter Salles Damha, no próximo dia 8, biólogos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) vão a Engenheiro Beltrão repassar instruções para combater a praga, prevenir a contaminação ambiental e a intoxicação de moradores, além de alertar produtores de hortaliças sobre o risco de perdas que representa a proliferação do caramujo africano. Damha acredita que a mobilização comunitária seja uma estratégia eficiente para controlar a incidência do molusco, que por ser de uma outra fauna, não possui predatores naturais na região.


