Um estudo inédito realizado pelo Programa Nacional de DST e Aids, do Ministério da Saúde, divulgado segunda-feira (15) revelou a prevalência de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) em seis capitais do Brasil. Entre 2004 e 2007, foram feitos testes de sífilis, gonorréia, clamídia, HIV, hepatite B e HPV em mais de 9 mil pessoas, divididas em três grupos distintos: gestantes (3.303); homens trabalhadores de pequenas indústrias (2.814); mulheres e homens que procuraram serviços de saúde especializados em DST (3.210)
A pesquisa estimou a ocorrência dessas doenças na população geral e em grupos mais vulneráveis de seis capitais das cinco regiões do país - Manaus (AM), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Porto Alegre (RS). As cidades foram escolhidas por apresentar características socioeconômicas e demográficas diferentes, representando a diversidade brasileira.
Ficou constatado que 42% das grávidas tinham, pelo menos, uma das DST analisadas, sendo que 11% tinham uma infecção bacteriana e 37%, viral. Além disso, o HPV teve maior prevalência entre as que tinham algum tipo de doença, presente em 40,4% das gestantes. Já o grupo de trabalhadores de pequenas indústrias foi o que apresentou menor índice de ocorrência de DST, afetando apenas 5,2% dos pesquisados. Nesse caso, a clamídia foi a doença com maior prevalência (3,4%).
Entre as pessoas que procuraram atendimento em serviços de saúde especializados em DST, 51% tinham alguma infecção. O HPV foi a doença de maior prevalência (32,6%), seguida de gonorréia (18,5%) e clamídia (13,1%).

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