Londrina – A 17ª Regional de Saúde confirmou ontem a primeira morte por dengue em Londrina no ano. A costureira Maria José da Silva, de 81 anos, morreu em 29 de abril, após ficar 11 dias internada no Hospital da Zona Norte (HZN). É a terceira morte em virtude da doença registrada na Regional e a sexta no Paraná, desde agosto do ano passado. O óbito de uma adolescente de Cambará (Norte Pioneiro) ainda é investigado pelos órgãos de saúde.
Maria José foi diagnosticada com dengue hemorrágica, agora denominada como dengue grave. No dia da internação, a paciente apresentava quadro de pneumonia e insuficiência cardíaca e renal. Na área da 17ª, as outras duas mortes foram registradas em Rolândia (Região Metropolitana de Londrina). No Estado, foram confirmadas ainda duas mortes na região de Maringá e uma na de Paranavaí, ambas no Noroeste.
Em Londrina, a Secretaria Municipal de Saúde atualizou ontem os números da doença na cidade e confirmou 741 casos, sendo que apenas um é importado. Na última semana surgiram 247 novos casos. O total de notificações é de 2.806.
O secretário de Saúde, Mohamad El Kadri, entende que a situação é preocupante, mas acredita que a cidade está longe de viver uma epidemia. "Os números realmente já eram para estar caindo, mas para uma epidemia teríamos que ter 1,5 mil casos. Vamos tomar medidas enérgicas para não deixar que a situação se agrave ainda mais", afirmou. El Kadri não descartou solicitar auxílio do governo do Estado em ações de combate à doença.
Para a manhã de hoje está agendada uma reunião entre representantes do município e da 17ª Regional com o intuito de discutir medidas para conter o avanço da doença. "Vamos reforçar as ações como mutirões e definir outras estratégias de combate", frisou o secretário.
De acordo com a 17ª Regional, até ontem foram confirmados 1.430 casos nos 21 municípios da região e ainda 8.541 notificações. Na semana passada, eram 897 confirmações e 6.755 notificações. Após a atualização dos dados, apenas dois municípios da Regional seguem sem registrar casos: Cafeara e Miraselva. Já Cambé, com 326 casos confirmados, Ibiporã, com 235, e Alvorada do Sul, com 42, correm risco de uma epidemia. "Em Alvorada os casos estão diminuindo, mas em Cambé e Ibiporã não. Como ainda estamos vivendo um clima com temperaturas altas e muito sol, a tendência é nas próximas semanas ainda termos uma situação crítica", ressaltou Ana Paula Guimarães dos Santos, chefe da seção de Vigilância Epidemiológica da 17ª Regional.
Nesses municípios, além de Londrina, têm se intensificado o uso do carro fumacê, da remoção de criadouros e da busca por novas vítimas, que apresentaram sintomas da doença. "Só em Londrina em mais de mil casos notificados as pessoas não voltaram para os exames de confirmação. Por isso estamos intensificando as coletas junto a Unidades de Saúde para termos um panorama real do número de casos e assim nortear as ações de combate", relatou Ana Paula.
O último boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), no dia 7, contabilizou 8.528 casos confirmados, de um total de 36.989 notificações. Uma nova atualização dos dados acontece na próxima semana.

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