Curitiba - A Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) confirmou ontem mais três mortes por gripe A (H1N1) no Paraná, chegando a 46 o total de vítimas fatais desde o início do ano. Os últimos óbitos ocorreram nas cidades de de Arapongas (Região Metropolitana de Londrina), Cornélio Procópio (norte Pioneiro) e Catanduvas (Oeste), sendo que um dos pacientes tinha comorbidade (estava com tuberculose), o que contribuiu para o agravamento do quadro clínico.
Além das 46 mortes causadas pelo vírus Influenza A (H1N1), o boletim da Sesa aponta outros 12 óbitos: três por Influenza A (H3N2) e nove por Influenza B.
Segundo a Sesa, do total de mortes, 90% estão relacionadas à busca tardia por atendimento ou não realização do tratamento.
Conforme o superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz, em muitas casos as pessoas subestimaram a doença. "Na grande maioria dos casos que acabaram em óbito a pessoa demorou para procurar atendimento mesmo estando com diversos sintomas. Nestes casos o paciente já está grave, com falta de ar, por exemplo", ressaltou.
De acordo com informações do Sesa, a tendência de queda na quantidade de casos está se confirmando, entretanto, alerta Sezifredo, os cuidados devem permanecer. "Com o final do inverno a redução da circulação do vírus é menor e, consequentemente, os casos devem diminuir. Mais isto não significa que as medidas preventivas sejam deixadas de lado", reforça.
De janeiro até agora são 1.416 casos de gripe no Paraná, sendo que a maioria foi registrada em Curitiba (154), seguida por Londrina (92) e Maringá (73), por terem as maiores populações do Estado. Do total de casos confirmados, 590 foram de Influenza A (H1N1); 200 casos de Influenza A e 626 de Influenza B.

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