Saúde confirma mais três mortes por dengue no Paraná
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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
Rafael Fantin<br>Reportagem local 
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) confirmou mais três mortes por dengue no Paraná, ontem, no boletim semanal das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, subindo para cinco o total de vítimas no Paraná. Em Paranaguá, no litoral, onde já havia o registro de duas mortes, foram confirmados mais dois óbitos - uma idosa de 89 anos e um homem de 34 anos. A quinta vítima é uma jovem de 27 anos de Foz do Iguaçu (Oeste).
A situação do município de Paranaguá, que tem quatro dos cinco óbitos do Estado, preocupa a Sesa porque o município enfrenta pela primeira vez na história uma epidemia de dengue e recebe muitos turistas nesta época do ano. "As duas mortes de Paranaguá (confirmadas ontem) são de pessoas que tinham outras doenças, o que acaba agravando o quadro dos pacientes com dengue", informa a superintendente de Vigilância em Saúde, Cleide de Oliveira. Elas pertenciam ao grupo de risco que estão mais vulneráveis a desenvolver a doença, composto por, principalmente, idosos, gestantes, dependentes químicos e pessoas com algum tipo de doença crônica pré-existente, como hipertensão arterial, diabetes, anemia falciforme e doença renal crônica, entre outras.
MUNICÍPIOS AFETADOS
Desde agosto do ano passado, já são 2.693 casos confirmados, distribuídos em 153 municípios paranaenses. Ainda segundo o boletim, o número de cidades paranaenses com epidemias de dengue subiu de 7 para 11 na última semana. Os municípios de Rancho Alegre, São Antônio do Paraíso, Assaí e Nova Aliança do Ivaí ultrapassaram o índice de infestação de 300 casos por 100 mil pessoas. Além deles, compõem a lista as cidades Munhoz de Mello, Santa Isabel do Ivaí, Paranaguá, Cambará, Mamborê, Itambaracá e Guaraci.
Cleide afirma que o principal desafio continua sendo o combate dos criadouros, principalmente com o mosquito mais adaptado. "Antes, o processo de gestação era de sete dias entre a colocação dos ovos e a eclosão. Hoje, as larvas do mosquito aparecem de três a quatro dias em qualquer local com pouca água. O ciclo mais curto colabora com a proliferação", comenta.
Ela ressalta a necessidade da participação de órgãos públicos, privados e da população para a eliminação dos criadouros em residências e estabelecimentos comerciais.
ZIKA VÍRUS
De acordo com a superintendente, a Sesa vai promover no próximo dia 6, às 10h, a "Hora H" contra a dengue para que todas as pessoas realizem ao mesmo tempo as vistorias das casas e locais de trabalho. "A prevenção é fundamental para evitar a entrada do zika vírus no Estado. Com esse nível de infestação, a entrada da doença, transmitida pelo Aedes aegypti, pode comprometer as futuras gerações devido aos casos de microcefalia", alerta. Nenhum caso de zika vírus foi confirmado no Paraná.
MORTES ANTERIORES
As duas primeiras mortes por dengue confirmadas em Paranaguá foram de uma professora de 25 anos, e de um taxista da cidade, C. O., de 71 anos. Segundo a Sesa, o taxista manifestou os primeiros sintomas no dia 6 de janeiro, procurou a Unidade de Pronto Atendimento 24 horas, onde foi medicado e liberado após o seu quadro ficar estabilizado. Na noite do dia 7, o taxista piorou e foi internado no Hospital Paranaguá, mas não resistiu e morreu no dia seguinte. Segundo a Sesa, a evolução rápida no quadro de dengue ocorreu devido a problemas de cardiopatia.


