Londrina – A Secretaria Municipal de Saúde confirmou ontem as primeiras mortes por dengue em Londrina neste ano. Um homem de 59 anos, morador da Vila Brasil (região central), e uma mulher de 50 anos, moradora do Jardim Guanabara (zona sul), morreram em decorrência da doença entre os meses de abril e maio. As causas dos óbitos foram confirmadas nesta semana após os resultados dos exames realizados pelo Laboratório Central do Estado (Lacen). Em 2014, uma morte foi registrada em Londrina por dengue.
Segundo o secretário de Saúde, Mohamad El Kadri, os pacientes eram hipertensos e diabéticos, o que também pode ter contribuído para os óbitos. Ele também informou que dos sete exames solicitados ao laboratório, quatro mortes por dengue foram descartadas e um caso ainda aguarda confirmação com necessidade de contraprova. Até o último boletim da Secretaria Estadual de Saúde, divulgado em maio, apenas uma morte havia sido registrada na 17ª Regional de Saúde de Londrina. A vítima morava no município de Ibiporã (Região Metropolitana de Londrina).
Entre janeiro e maio, 1.688 casos de dengue foram confirmados em Londrina, o que representa 24% de aumento em comparação ao mesmo período do ano passado, quando 1.357 casos foram registrados no município. El Kadri afirmou que a alta neste ano é um reflexo da situação epidêmica vivida pelo País e por municípios paranaenses, principalmente no Noroeste. "Temos vários estados que passam por surtos e epidemias. Cidades do mesmo porte de Londrina registram 10 mil casos e quase 20 mortes no Estado de São Paulo. Além disso, o verão com temperaturas mais altas e mais chuvoso também contribuiu com o aumento de casos registrados nos cinco primeiros meses deste ano", comentou.
O secretário também esclareceu que Londrina não passou por uma epidemia de dengue nos últimos meses, apesar de ter atingido o índice de 300 casos por 100 mil habitantes. "Para ser considerado epidemia, teria que chegar a esse número em um espaço curto de tempo de aproximadamente 3 a 4 semanas. Além disso, os números de casos estão em queda após o pico registrado na 16ª semana, com 230 confirmações", explicou. Na semana passada, seis casos de dengue foram confirmados no município.
Apesar da queda acentuada por causa da chegada do frio, El Kadri afirmou que a estratégia é continuar com as ações de combate aos criadouros do mosquito transmissor. "Há quatro anos não tínhamos casos registrados no inverno, mas isso mudou com confirmações no ano inteiro. A tendência é diminuir, mas vamos mudar a estratégia, aumentar os mutirões nesta época, para que no próximo ano o número de caso seja menor que em 2015", projetou.

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