Brasília, 01 (AE) - O Ministério da Saúde assinou hoje (01) convênio com a Universidade Federal de São Paulo para levar 67 médicos da universidade para trabalharem por um período - inicialmente de três meses - em Rondônia, estado que possui o menor percentual de médico por habitante.
O programa, anunciado pelo ministro da Saúde, José Serra, tem por objetivo capacitar os profissionais da área e atender a população sem assistência.
José Serra anunciou ainda que o Ministério vai regularizar provisoriamente a situação dos médicos estrangeiros que se encontram trabalhando no Brasil. Segundo o ministro, o caso mais conhecido é dos médicos cubanos que estão trabalhando em Tocantins.
O ministro da Saúde explicou que há carência de médicos na região Norte do País. Ele lembrou que há estados em que se oferece até R$ 9 mil de salário e não consegue um profissional. Por isso a idéia de fazer este trabalho de extensão com as universidades, que está sendo realizado, prioritariamente em Rondônia, e se estenderá pelos demais estados nortistas, assim que os seus respectivos governadores assinarem convênios com as instituições de ensino superior.
Em Rondônia, há 2.131 médicos por habitante, enquanto a média nacional é de 672 médicos por habitante. O programa em Rondônia custará R$ 3,5 milhões por ano.

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