A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVS) aprovou ontem os primeiros genéricos a serem importados pelo País: dois antibióticos e um anti-hipertensivo. Os medicamentos são produzidos no Canadá pela Apotex International Corporation e distribuídos no Brasil pela EMS Indústria Farmacêutica.
Segundo preços divulgados pela EMS, os genéricos importados serão entre 30% e 52% mais baratos que os remédios de referência no mercado brasileiro, mas só devem estar no mercado em dois meses.
Desde o início do ano, o Ministério da Saúde vem demonstrando a intenção de aumentar a importação de genéricos para dar mais competitividade ao mercado nacional. Há hoje 319 pedidos de registro na fila da ANVS.
Os medicamentos importados são os mesmos genéricos usados no Canadá. Serão apenas embalados no Brasil. Eles foram aprovados pelo Food and Drug Administration (FDA), que regula a qualidade de remédios e alimentos na América do Norte.
A lei que regulamentou os genéricos no Brasil, de 1999, já determinava que testes de bioequivalência e biodisponibilidade feitos no exterior fossem aceitos por aqui. Esses testes asseguram que o genérico terá a mesma eficácia que os remédios de marca.
Para dar a autorização, a ANVS mandou ainda técnicos inspecionarem a fábrica canadense. A partir de agora, a agência vai monitorar anualmente a produção dos remédios no Canadá, por meio de acordo com a vigilância sanitária daquele país. O laboratório nacional, também é fiscalizado.
O ministro da Saúde, José Serra, viajou ontem para a Índia. Um dos objetivos da viagem é garantir o abastecimento de genéricos indianos no Brasil. O país é um dos maiores fabricantes de remédios e possui os preços mais baixos.
Na Índia, Serra assinará um termo de cooperação que prevê, entre outros, o incentivo aos empresários indianos para a instalação de indústrias de medicamentos genéricos no Brasil.

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