O Ministério da Saúde divulgou ontem recomendações para as mães que estão preocupadas com o aumento de casos de microcefalia no Nordeste. As recomendações são as seguintes: fazer exames de pré-natal, evitar álcool e drogas, não usar medicamentos sem orientação médica e proteger-se de mosquitos. Segundo nota do ministério, é importante que as gestantes e suas famílias adotem medidas que possam reduzir a presença de mosquitos transmissores de doenças, retirando recipientes que tenham água parada e cobrindo adequadamente locais de armazenamento de água.
Além disso, a nota também recomenda que as famílias mantenham portas e janelas fechadas ou teladas, e que as gestantes usem calça e camisa de manga comprida e utilizem repelentes para evitar picadas de mosquitos. O ministério indica ainda que, até que se esclareçam as causas do aumento da incidência da doença, as mulheres que planejam engravidar avaliem os riscos antes de tomar uma decisão. A nota acrescenta que "não há uma recomendação do Ministério da Saúde para evitar a gravidez. A decisão de uma gestação é individual de cada mulher e sua família".

EMERGÊNCIA

Mais um Estado relatou aumento súbito de nascimentos de bebês com microcefalia. A Secretaria de Saúde do Piauí informou na manhã de ontem ter registrado nas últimas três semanas dez casos entre recém-nascidos e dois intrauterinos. Outros quatro seguem em investigação. Com isso, sobe para 243 o número de notificações da má-formação que, até hoje, era considerada um evento raro na pediatria.
Crianças com o problema apresentam uma circunferência cefálica menor do que a média e podem ter deficiência mental, motora, problemas de visão e audição. A maior parte dos casos está concentrada em Pernambuco (141 casos), seguido por Sergipe (49), Rio Grande do Norte (22) e Paraíba (9).
Em todos esses estados, o aumento do número de casos de microcefalia está muito acima da média histórica. No Piauí, foram registrados durante todo o ano de 2013 quatro casos. No ano passado, foram seis casos.
O Ministério da Saúde decretou, na última quarta-feira, estado de emergência sanitária nacional. A decisão foi tomada baseando-se apenas nos dados de Pernambuco. Desde então, o número de notificações subiu de 141 para 243. Até agora não são conhecidas as causas do aumento do número de casos.

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