Saúde alerta para sarampo contraído em outros países
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sexta-feira, 22 de julho de 2005
Das agências 
Brasília - O Ministério da Saúde recomenda que médicos dos serviços públicos e privados comuniquem à Secretaria de Saúde de seu município casos suspeitos de sarampo. E alerta para a disseminação de casos a partir da infecção contraída em outros países. Em decorrência das investigações epidemiológicas desencadeadas após a detecção de um caso de sarampo em um esportista brasileiro, infectado ao participar de evento internacional nas Ilhas Maldivas, mais dois casos ocorreram, em São Paulo, em crianças não vacinadas.
Esses chamados casos secundários, de acordo com a Secretaria de Vigilância em Sa© úde, estão relacionados ao primeiro e incluem, além das duas crianças, um empresário de Santa Catarina e um filho do esportista. Estudos preliminares realizados em um dos casos indicam que o vírus é semelhante ao que atualmente circula na Ásia e reforça a hipótese de a contaminação do caso inicial ter origem naquele continente.
Segundo o ministério, a vacinação contra o sarampo é segura e eficaz: desde 2000 o Brasil não apresenta casos autóctones. E como continua a ocorrer circulação de vírus do sarampo em todos os continentes, com exceção das Américas, é possível a importação por turismo ou migração.
O sarampo é uma doença de notificação compulsória positiva e negativa. Ou seja, sempre que o médico tiver a suspeita de um caso de sarampo, é obrigado a comunicar à vigilância sanitária. Os profissionais de saúde são obrigados a mandar um relatório semanal mesmo quando não houve registro de novos casos. Quem tomou a vacina ou já teve sarampo não corre o risco de se contaminar. Tanto as crianças brasileiras que contraíram sarampo, assim como os adultos, não haviam sido imunizados.
A vacina entrou para o calendário do Ministério da Saúde na década de 80. É a tríplice viral - é aplicada com a vacina contra rubéola e caxumba. A primeira dose é indicada para crianças de 1 ano. A segunda, que entrou no calendário no ano passado, é para crianças de 5 anos.
A Secretaria da Saúde do Paraná está divulgando nota esclarecendo a população que não há motivo para preocupações com o surgimento de casos de sarampo registrados em Santa Catarina. Há cinco anos o Paraná está livre do vírus da doença.
A Secretaria recomenda apenas que pessoas com viagem marcada para o exterior nos próximos dias procurem um posto para verificar se há necessidade de tomar a vacina.


