Londrina - Londrina fechou o mês de janeiro com oito casos de dengue confirmados. Conforme o balanço da Secretaria Municipal de Saúde, na última semana, foram confirmados sete novos casos, sendo quatro importados e os três primeiros autóctones (originados na própria cidade). Até a semana passada, Londrina tinha apenas um caso importado de São Paulo.
Segundo a gerente de Epidemiologia, Sônia Fernandes, todos os casos importados vieram do Mato Grosso do Sul. Dos três casos originados na cidade, dois foram registrados na Zona Norte (Jardim Parati e Conjunto Aquiles Stenghel) e o terceiro na Região Central (Vila Casoni). Os casos de dengue foram encontrados em 210 notificações deste ano, sendo que destas, além dos confirmados, 58 já foram descartados e 144 aguardam o resultado do exame. ''A vinda dos importados somados aos autóctones mantém o risco da cidade viver uma epidemia'', alertou Sônia .
De acordo com ela, a situação pode se agravar, já que ainda faltam muitos casos para terem o diagnóstico. ''Ainda vamos registrar casos de dengue adquiridos no primeiro mês do ano. Janeiro terá mais casos, porque o clima não contribuiu para combater o mosquito. As constantes chuvas atrapalharam o trabalho dos agentes de controle de endemias e a aplicação do fumacê, porque impedia a continuidade dos ciclos.''
Para a gerente de Epidemiologia, é necessário que a população redobre a atenção. Ela se disse preocupada porque, em comparação a janeiro do ano passado, Londrina havia registrado somente dois casos importados. ''O primeiro caso autóctone foi registrado no final de abril em 2006, enquanto que neste ano, já registramos o primeiro caso em janeiro'', observou.

Campo Grande - A epidemia de dengue no Mato Grosso do Sul, está sendo considerada ''gravíssima'' pelo Ministério da Saúde. O último boletim da Secretaria Estadual de Saúde registra 1.070 notificações em apenas 24 horas. O avanço da doença passou de um dia para o outro de 13.279 para 14.349 casos, exatamente 8% de aumento.
Na capital, Campo Grande, a evolução durante o mesmo período foi de 8,5%. Até quarta-feira haviam sido notificados 9.483 casos; ontem já eram 10.301. No interior do Estado, os números também são alarmantes, considerando a quantidade de habitantes. Na região do Pantanal, destaca-se Aquidauana com 930 casos, Coxim (624), Miranda (250), Anastácio (360) e Jardim (272). Fora do Pantanal, Três Lagoas com 204 casos e Rio Verde de Mato Grosso, 188.
Segundo o Ministério, o Estado recebeu R$ 10,9 milhões para o combate à dengue. Para a médica coordenadora do Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospital da Santa Casa de Campo Grande, Hydée Marina do Valle, alguém falhou na prevenção da doença e o resultado é uma situação de epidemia. ''Não existe veneno para combater o vírus da dengue. O combate é contra o mosquito, cujos ovos podem durar um ano em local seco, aguardando o momento pra receber água suficiente para a eclosão, em pneus velhos, vasos de plantas e outros recipientes''. (Com Agência Estado)

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