Saúde agora tenta viabilizar terreno da PUC para hospital
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terça-feira, 19 de maio de 2015
Ana Paula Nascimento<br>Reportagem Local 
Londrina Convocados pela Comissão de Seguridade Social da Câmara Municipal para dar esclarecimentos sobre a "perda" de verba de R$ 25 milhões para a construção do Hospital da Zona Oeste de Londrina, o secretário municipal de Saúde, Mohamad El Kadri, e a diretora da 17ª Regional de Saúde, Teresinha de Fátima Sanchez, afirmaram ontem aos vereadores que há um projeto em curso para construir a unidade em uma outra área. Quase toda a verba prevista foi remanejada para obras do Hospital do Trabalhador, em Curitiba, e do Hospital Universitário (HU), de Maringá.
Segundo a diretora, o "remanejamento" da verba foi necessário em decorrência da falta da viabilização do terreno em tempo hábil. Mas ela garantiu que ainda está disponível uma verba de R$ 5 milhões para a realização do projeto do hospital, e que a obra sairá "futuramente". A possibilidade de um terreno atrás do campus da Pontifícia Universidade Católica (PUC), também na zona oeste, ser cedido para a construção do hospital ainda existe, mas trâmites judiciários teriam atrasado a negociação, que ainda segue em andamento. O terreno pertence à Associação Paranaense de Cultura (APC).
"O Estado precisava utilizar 12% do orçamento em saúde e tivemos que fazer o remanejamento para não perder essa previsão orçamentária. Como o terreno não estava definido, decidimos por investir nesses projetos que já estavam sendo avaliados pela Secretaria Estadual de Saúde", explicou Teresinha Sanchez na audiência com os vereadores. "Isso não significa que perdemos o hospital; só remanejamos esse orçamento, que é um procedimento normal quando se fala em gestão pública. Ainda temos R$ 5 milhões para a realização do projeto do hospital e o compromisso do Governo do Estado em fazer a obra futuramente", afirmou. Questionada por alguns vereadores se não haveria a possibilidade desse recurso ter sido encaminhado para melhorias dos hospitais locais, como o Hospital Universitário, ela argumentou que não existiria nenhum projeto em trâmite que pudesse ser utilizado.
Projetado para ter 50 mil metros quadrados em prédio térreo, o Hospital da Zona Oeste não teria condições de ser construído em três terrenos públicos oferecidos pelo município, nos dois últimos anos de negociação, devido à metragem ser insuficiente para a viabilização da obra (entre 11 e 15 mil metros quadrados).
POSIÇÃO
O secretário de Saúde, Mohamad El Kadri disse que o Município ainda aguarda uma posição final da PUC e uma reunião deverá ocorrer no final de semana para tratar do assunto. "Se não der certo, o município irá atrás de outros terrenos", garantiu. O vereador Vilson Bittencourt (PSL) observou que a direção da PUC teria colocado como "condicionante" para a cessão do terreno a construção de um viaduto na BR 369, nas proximidades da Avenida Tiradentes, para melhorar o tráfego no local.
O diretor da PUC/Campus Londrina, Charles Vezozzo, reiterou que a possibilidade da cessão do terreno ainda está sendo avaliada juridicamente por uma comissão técnica da instituição e que não há um prazo definido para sua conclusão ele também não teria sido informado sobre a reunião citada pelo secretário. "A PUC é uma instituição sem fins lucrativos e uma série de procedimentos padrões e preconizados pelo Ministério da Educação precisam ser respeitados. De qualquer forma, vejo uma sinalização positiva", alegou. Sobre a obrigatoriedade da construção do viaduto, Vezozzo ponderou que não seria uma "condição" para a cessão do terreno, mas que isso foi realmente sugerido diante do trânsito já problemático na área.


