Saúde abre chamamento público para ortopedia
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Celso Felizardo<br>Reportagem Local 
Londrina - Diante de uma fila de mais de 20 mil pacientes à espera por consultas de ortopedia, a Secretaria Municipal de Saúde abriu chamamento público para contratar empresas que ofereçam serviços de média complexidade na especialidade. A administração estabeleceu como teto o valor de R$ 150 mil para o custeio de consultas médicas, exames, procedimentos e cirurgias eletivas. As empresas interessadas têm até o final de janeiro para se inscreverem no certame.
De acordo com o secretário de Saúde, Mohamad El Kadri, duas empresas já demonstraram interesse. A previsão da secretaria é que sejam realizadas, por mês, 542 consultas, 355 exames laboratoriais, que incluem raios-X, análises clínicas e ultrassonografia; e 50 procedimentos cirúrgicos.
A crise na ortopedia em Londrina, que é referência para outros 20 municípios da 17ª Regional de Saúde, se arrasta desde o rompimento de convênio entre o Município e o Hospital Ortopédico, em abril do ano passado.
Um novo mutirão pode ser marcado após a definição da empresa especializada. O último foi organizado em outubro, no entanto há relatos de pacientes que chegaram a ser internados mas não foram submetidos às cirurgias por falta de estrutura nos hospitais. El Kadri acredita que os pacientes não enfrentarão problemas desta vez. "Vamos priorizar a ortopedia para reduzirmos consideravelmente esta grande fila. Vamos contar com a estrutura das empresas contratadas", garantiu. O tempo atual de espera pode ultrapassar até três anos dependendo do grau de risco.
A fila mais longa é para a tratamento de ombro, que varia de 12 a 40 meses. O prazo maior é aguardado por 2.180 pacientes incluídos no risco zero, menos graves. A situação também é complicada para quem precisa tratar o joelho: a espera pela consulta demora de sete a 36 meses. As menores filas são para ortopedia geral e de coluna, com espera máxima de risco zero de 20 e 24 meses, respectivamente. A demora para atendimento dos casos mais graves, dentro da média complexidade, variam de 1 a 12 meses.
El Kadri ressaltou a importância de manter os serviços permanentes. "O mutirão deve ser adotado para reduzir a fila de espera, mas se não houver a continuidade dos serviços, a demanda tende a crescer novamente. Vamos trabalhar agora para a normalização desta especialidade importante à população", destacou. Os atendimentos, segundo ele, serão iniciados ainda no primeiro trimestre, após o término dos trâmites burocráticos.


