A vacinação dos brasileiros contra a gripe A (H1N1) vai começar em ‘‘março ou abril’’, afirmou na semana passada o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. ‘‘Não vamos vacinar toda a população, porque não existe uma orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para isso. Estamos definindo grupos que, por critérios científicos, estejam mais sujeitos à doença’’, afirmou Temporão.
Segundo ele, profissionais de saúde, mulheres grávidas, idosos, crianças pequenas e pessoas com baixa imunidade receberão a vacina. Mas outros grupos também serão beneficiados. O ministério vai gastar R$ 2,1 bilhões na campanha de vacinação e em outras medidas de combate à doença. A pasta ainda não sabe qual será a quantidade necessária de doses. O Instituto Butantan, de São Paulo, vai produzir 18 milhões. As outras doses serão compradas da Organização Pan-Americana da Saúde – a quantidade fornecida pela entidade está sendo negociada – e de laboratórios particulares. ‘‘Vamos acompanhar a evolução da doença nos países do hemisfério norte, que vão começar a enfrentar um inverno rigoroso, para nos prepararmos também. No primeiro surto foi o contrário, os países do hemisfério norte estavam na primavera, enquanto a gente enfrentava o inverno.’’



Resultante da união de material genético de cepas da gripe humana, aviária e suína. Os primeiros casos foram identificados em março deste ano, no México



Geralmente é produzida a partir de agentes patogênicos (vírus, bactérias ou toxinas) previamente enfraquecidos. Ao ser inserida no organismo, promove a síntese de anticorpos e desenvolve a ‘‘memória imunológica’’


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