SAÚDE - UEL faz pesquisa sobre obesidade
A cultura atual valoriza o corpo magro, as pessoas gordas se sentem estigmatizadas, são vistas como relaxadas, sem força de vontade, e isso acaba levando ao sofrimento. A declaração é de Lucilla Camargo Simões, professora do departamento de Psicologia Geral e Análise do Comportamento da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Para entender os motivos individuais que levam à obesidade e as dificuldades enfrentadas pelas pessoas que se deparam este problema, a professora está coordenando um projeto de pesquisa que vai acompanhar um grupo de obesos durante seis meses. O objetivo é identificar níveis de estresse, ansiedade e depressão.
Nossa pesquisa abrange homens e mulheres entre 20 e 50 anos. Vamos fazer entrevistas individuais, identificar os hábitos de vida de cada um, as causas da obesidade e levantar dados para montar um programa de atendimento que terá início em 2011, explicou.
Segundo ela, os obesos que não conseguem responder ao padrão de beleza atual enfrentam problemas como a baixa estima e preconceito. Quem tem este perfil geralmente procura se isolar e evita contato social. Ela disse que quando o sobrepeso começa a atrapalhar nas diferentes área da vida, como relacionamentos ou profissionalmente, é sinal que está na hora de procurar ajuda. Para ela, lutar contra o excesso de peso é muito mais difícil atualmente por que vivemos em um ambiente obesogênio.
● Pode ser definido como a soma de respostas físicas e mentais causadas por determinados estímulos externos e que permitem ao indivíduo superar determinadas exigências
● No Brasil, 48% das mulheres e 51% dos homens são considerados obesos. Entre as crianças de 5 a 9 anos, este número chega a 30%





