O me­di­ca­men­to usa­do no tra­ta­men­to do Trans­tor­no de Dé­fi­cit de Aten­ção com Hi­pe­ra­ti­vi­da­de (­TDAH) – ven­di­do co­mo Ri­ta­li­na (No­var­tis) e Con­cer­ta (Jas­sen-Ci­lag) – es­tá en­tre as subs­tân­cias con­tro­la­das ­mais con­su­mi­das no ­País. En­tre 2000 e 2008, o nú­me­ro de cai­xas ven­di­das pas­sou de 71 mil pa­ra 1,147 mi­lhão – au­men­to de 1.616%. A al­ta no con­su­mo sus­ci­tou ques­tio­na­men­tos so­bre a ba­na­li­za­ção do uso do re­mé­dio à ba­se de me­til­fe­ni­da­to en­tre crian­ças e ado­les­cen­tes.
  Al­guns es­pe­cia­lis­tas apon­tam a de­man­da re­pri­mi­da por um tra­ta­men­to que exis­tia e ain­da exis­te no Bra­sil co­mo cau­sa do in­cha­ço nas ven­das. Pa­ra ou­tros, é re­sul­ta­do de diag­nós­ti­cos mal­fei­tos – crian­ças que não se en­cai­xam no pa­drão de apren­di­za­gem e com­por­ta­men­to es­ta­riam sen­do ‘‘­domadas’’ à ba­se de psi­co­tró­pi­cos.
  O que ali­men­ta ain­da ­mais a po­lê­mi­ca é a di­fi­cul­da­de de diag­nos­ti­car o ­TDAH. Não há um exa­me de­fi­ni­ti­vo. Os mé­di­cos se ba­seiam em re­la­tos sub­je­ti­vos de ­pais e pro­fes­so­res so­bre o com­por­ta­men­to da crian­ça e num ques­tio­ná­rio com 18 sin­to­mas re­la­ti­va­men­te co­muns en­tre jo­vens, co­mo fa­lar em de­ma­sia, in­ter­rom­per con­ver­sas e di­fi­cul­da­de pa­ra es­pe­rar.

● É um dos transtornos mentais mais comuns em crianças e se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. Estudos indicam que a prevalência na população é de 5%

● Para identificar a doença, é preciso procurar um médico treinado, e descartar outros problemas que afetam o comportamento e o aprendizado

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