O Ministério da Saúde lançou, no Rio de Janeiro, na semana passada, o novo regulamento do Sistema Nacional de Transplante (STN). As regras passam a vigorar a partir de 1º de novembro. Uma das medidas é priorizar a cirurgia em crianças e adolescentes com até 18 anos. ‘‘Eles passarão a receber órgãos de doadores da mesma faixa etária antes dos demais pacientes’’, afirmou o secretário Nacional de Atenção à Saúde, Alberto Beltrame, acrescentando que a maior expectativa de vida justifica a prioridade. Hoje, crianças de até 12 anos já têm prioridade em iniciativas isoladas, como para transplante de fígado. Uenis Tannuri, chefe do serviço de transplante hepático do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da USP, acredita que a medida é necessária, mas tem pouco impacto na fila de espera. ‘‘As crianças são uma porcentagem muito pequena dos pacientes à espera de um transplante. No caso de fígado, por exemplo, não chegam a um quarto. Vai ter pouca repercussão no número global.’’ O ministério também anunciou que, a partir de agora, menores de 18 anos poderão se inscrever na fila de transplante de rim antes de ter um quadro de insuficiência renal e começar a fazer hemodiálise. ‘‘A diálise é um sacrifício para qualquer um, imagina para a criança. É bom que elas tenham acesso ao transplante antes de chegar a esse ponto’’, diz Francisco de Assis, presidente da Adote (Aliança Brasileira para a Doação de Órgãos e Tecidos).


Pesa cerca de 1,5 quilo e se localiza no lado direito superior da cavidade abdominal, protegido pelas costelas



É o principal órgão do sistema excretor; os rins filtram dejetos (especialmente ureia) do sangue, que são excretados com água, na urina


O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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